sábado, 2 de julho de 2011

Pense Sorrindo [22]

Especial de São João

SlutWalk - Marcha das Vadias

Mais um pouco de AntiCanhotismo para vocês:

Reino Unido aprova proibição de animais em circos


Mais de 50 parlamentares de todos os partidos majoritários votaram unanimemente pela completa proibição do uso de animais nos circos do Reino Unido . Um forte debate ocorrido recentemente desafiou a diretiva do primeiro-ministro e deixou o governo sem outra alternativa a não ser libertar leões e tigres dos circos.
O voto histórico foi contra as intenções de David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, que insistia em impor restrições para o uso de animais, prática que contraria as leis europeias e motivaria ações legais. Segundo informações da Care2, atualmente, existem 40 mil animais em três circos do Reino Unido sendo explorados.

“Os parlamentares enviaram ao governo uma instrução clara e agora eles devem prosseguir com os trabalhos para o banimento. Todo o debate e a decisão expuseram e deixaram claro como o governo não estava em sintonia nem com seus pares nem com os grupos que defendem o bem-estar animal”, disse Jan Creamer, diretor executivo do grupo Defensores Internacionais dos Animais (ADI), ao The Independent.
No mês passado, o ADI divulgou que, de acordo com uma pesquisa online feita pelo grupo, 72% das pessoas que votaram apoiavam a proibição. Ano passado, outro levantamento, desta vez feito pela Secretaria de Desenvolvimento, Alimentação e Assuntos Agrários, atestou que 94,5% da população era a favor da proibição.
Durante as discussões, o coronel Bob Stewart, oficial do exército e ex-integrante do Partido Conservador, contou a história de um circo abandonado, descoberto por ele quando comandava as Forças da ONU na Bósnia, que explorava ursos. “Encontrei um urso dentro de uma jaula em uma terra de ninguém, que estava há quatro semanas preso, sem água e completamente infeliz. E ele não sairia de lá de dentro nem por mel”, disse.
Stewart disse que os soldados levaram o urso para a Croácia e que mais tarde o animal foi para a Holanda. “Ele agora está no Zoológico de Amsterdã. Eu apoio completamente a ideia de acabar com aprisionamento de animais em jaulas”, finalizou o coronel.
O voto, entretanto, não obriga o governo a adotar a proibição. A manifestação serve apenas para guiar o governo a introduzir a nova lei a partir de 1º de julho. Mas o ministro do Bem-estar Animal, Jim Paice, disse à Câmara dos Comuns que, se o debate levou à aprovação da proposta, o governo vai respeitar o que foi decidido.
“Esta é uma vitória para a democracia e para o bem-estar animal”, disse a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade Animal (RSPCA). A entidade espera ainda que o governo anuncie formal e rapidamente a proibição.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bicicleta: alternativa em transporte

(ciclovia em Bogotá)

Bogotá é uma cidade vibrante que implantou alguns projetos revolucionários em nível mundial. A capital colombiana não chega a ser uma cidade moderna ou imponente. Quando comparada a outros centros urbanos da América Latina, perde em charme para Buenos Aires (Argentina), em organização para Santiago (Chile) e em beleza para Quito (Equador). Mas não se deixe enganar. Bogotá é uma metrópole interessantíssima.
Em Bogotá há alguns projetos que merecem ser melhor estudados pelo Brasil. Entre eles, destaca-se as ciclorrutas (ciclovias).


Ciclorrutas Bogotanas é um projeto que está em curso desde 1976 e visa incentivar os cidadãos da capital andina a se moverem em bicicletas. Faz sentido. Bogotá é cercada em três lados por altas escarpas, mas assenta-se no fundo de um grande anfiteatro que se caracteriza por sua topografia sem grandes desníveis de altitude. Inicialmente, as ciclovias materializaram-se com o fechamento ao trânsito automotor todos os sábados, domingos e feriados em cerca de 120 quilômetros de ruas e avenidas. Aos poucos, esse incentivo semanal foi criando uma cultura ciclística na cidade e acabou por criar uma demanda para que houvesse ciclovias também nos dias úteis. Para atender à pressão popular, desde 1998 o poder público investiu o equivalente a cerca de 130 milhões de reais em projetos e obras de execução de outros 120 quilômetros de ciclovias. Hoje, dados oficiais estimam que 83 mil bogotanos transitam diariamente nas ciclovias urbanas.


No Brasil, há cidades que bem poderiam se inspirar no modelo bogotano e avançar. Recentemente, em viagem pelo Nordeste, pude testemunhar algumas iniciativas alentadoras, como as de Aracaju (Sergipe), onde vi ciclovias repletas de pessoas indo e vindo sobre duas rodas com roupas de trabalho; e em Salvador (Bahia), que está completando um grande corredor cicloviário na orla entre o Rio Vermelho e Itapoã, com direito à ligação por ciclovia até a Paralela, através do Parque do Pituaçu, vigiado por policiais militares devidamente montados em suas bicicletas.
Brasília, plana, cheia de espaços que possibilitariam a construção de ciclovias sem interferência no tráfego de automóveis e com centros laborais e de estudo espacialmente concentrados, é uma cidade que tem tudo para ser o paraíso da locomoção em duas rodas. Uma ciclovia correndo o Eixão, de ponta a ponta, ligada por um ramal à Esplanada dos Ministérios, poderia ser um grande catalizador do uso do transporte alternativo. Analogamente, as entrequadras poderiam albergar rotas cicloviárias. Falta apenas vontade política!

Fonte: EcoBlog

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Partidos não influenciam mas a juventude como antes

Os cientistas sociais e políticos já identificaram o fenômeno: movimentos sociais novos que se formam e difundem rapidamente, expressando as mais variadas questões cidadãs, absolutamente fora da iniciativa ou do controle dos partidos ou forças políticas organizadas. Um detalhe: não estamos falando apenas do Brasil, mas do mundo inteiro.

Evidencia-se que os partidos políticos, sem exceção, não acompanharam a velocidade das transformações sociais, perderam a capacidade de se colocar na “vanguarda” de tais movimentos. Não se identificam forças políticas que tenham organizado tais movimentos nem nas marchas em curso no Brasil, muito menos nas revoltas dos países árabes ou em protestos na Espanha. 

Poderíamos nos acomodar com explicações tecnológicas da “Era da Informação”, fascinados com o fenômeno da internet por exemplo. Mas ficaria faltando explicarmos o absoluto desinteresse desses jovens pela política partidária, por mais que os novos políticos se apropriem desse instrumento, como fez Obama na campanha que surpreendeu os americanos mais conservadores.

O que falta ser dito é que não basta os partidos se atualizarem, seria necessário que os jovens acreditassem neles como instrumentos de transformação social. Existe uma “memória acumulada” da civilização e ela depõe contra os políticos, os partidos e as doutrinas mais conhecidas, como assassinos de sonhos e traidores de ideais, burocratas que usam seus povos como “massa de manobra” para suas aspirações ao poder. 

Os jovens estão mais desiludidos, são mais desconfiados em relação às instituições. Não querem se deixar levar por bandeiras que não tenham partido deles, não querem consagrar líderes que depois de conquistar o poder no “establishment” se esqueçam ou, pior, se voltem contra eles.

Exemplos na História não faltam. Numa carta de Proudhon a Marx, em 1846, esse profetiza o risco da distorção do movimento socialista. Proudhon, como que antecipando o stalinismo, propõe que “iniciemos sim uma boa e leal polêmica; tentemos dar ao mundo um exemplo de tolerância sábia e perspicaz, mas não nos transformemos, pelo simples fato de que somos os líderes de um movimento, em líderes de uma nova forma de intolerância; não posemos de apóstolos de uma nova religião, mesmo que seja a religião da lógica e da razão”. Marx descartou essa e outras preocupações de Proudhon como as de um “pequeno burguês”, rótulo que ainda “cola” naquele entre as esquerdas tradicionais, até hoje. Poucos cientistas políticos se aprofundaram no estudo dos debates entre os dois, como fez F.C. Prestes Motta em “Burocracia e Autogestão”, obra que não é a favor de um nem de outro, mas uma busca por decifrar as questões sociais em sua relação com a economia política.
George Orwell em “1984”, Aldous Huxley em “Admirável Mundo Novo” e mesmo José Lutzemberger no seu Manifesto Ecológico (de 1970) profetizaram o mundo do século XXI, da “sociedade de massas” dominada por sistemas burocráticos voltados para o controle político da população, não para as necessidades reais desta. Paul Singer nos explica que a China e a Rússia não seriam consideradas por Marx como socialistas mas sim como um Capitalismo de Estado, onde a ausência da burguesia fez com que o Estado assumisse o papel de industrialização (de economias feudais) e de patrão dos trabalhadores, a burocracia estatal. 

Nem Marx, nem Freud (fetiches dos intelectuais no século XX) ou a soma dos dois tem respostas para o século XXI. Não é novidade, mas precisa ser dito com todas as letras que fracassaram as fórmulas prontas. Outro profeta do estado atual de coisas, Rollo May, já antecipava em “A Coragem de Criar” o descrédito nos valores tradicionais e o vazio de alternativas. Como as teorias pré-prontas não satisfazem mais, teremos de ter a coragem de criar novas formas de pensar o mundo, desafio do qual não podemos fugir. 

Montserrat Martins, colunista do EcoDebate, é Psiquiatra.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ce não acredita em Deus? Então é imoral. E não faz parte do povo brasileiro


Orlando Morando
Projeto de Lei 256/2011 do Deputado Estadual Orlando Morando PSDB/SP que dispõe sobre a fixação de crucifixos em estabelecimentos de ensino



A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º – Os estabelecimentos de ensino do Estado de São Paulo deverão fixar crucifixo no interior de suas instalações.
Parágrafo único – o crucifixo a que se refere o caput deste artigo deverá ser mantido em local e em tamanho de fácil visualização, em área de circulação.
Artigo 2º – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias consignadas no orçamento vigente. (ou seja, você paulista não cristão também paga)

Artigo 3º – Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.
JUSTIFICATIVA
Não pretendemos nos contrapor ao estado laico(laico, pero cristão of course como manda a Bíblia), mas pensamos sim em manter vivo o símbolo de fé daqueles que habitam o nosso querido Estado de São Paulo.
O crucifixo enriquece de significado a vida, o qual hoje em dia infelizmente não se dão tanto valor,além de ser um símbolo que representa a moralidade do povo brasileiro, de fortificação, adesão espiritual de DEUS PAI onipotente.(Ce não acredita em Deus? Então é imoral, percebeu? E não faz parte do povo brasileiro)
Assistimos, nos dias atuais, verdadeira degradação da família, fato que, incontestavelmente, contribui para a causa de diversos males, dentre eles o aumento da violência.
Da mesma forma, outros valores inerentes ao ser humano, como ética, moral, solidariedade, honestidade, fidelidade, gratidão, etc, também estão, paulatinamente, sendo destruídos. (Por esses ateus e não cristãos imorais)
Nossos antepassados nos legaram ensinamentos que devem ser preservados. O jargão “Deus, Pátria e Família”(Oi? TFP mandou lembranças)sintetiza o cerne dos valores que a humanidade deve cultuar de forma permanente, independente de credo ou religião.
A par da indiscutível liberdade religiosa que deve pautar as normas legais das sociedades modernas, inclusive com tolerância até mesmo do ateísmo(até mesmo essa imoralidade de ateísmo, viu como somos tolerantes?), não podemos permitir que o sentimento de minorias imponha normas a serem seguidas pela grande maioria das pessoas.
Não se deve confundir tolerância com concordância nem mesmo com aquiescência na adoção de hábitos que, indiscutivelmente, nada acrescentam para a qualidade de vida do ser humano.(Viu? Ateus e não Cristãos que não acrescentam nada para a humanidade, fiquem felizes que a gente até deixa vocês viverem. Bom mesmo eram os tempos das fogueiras)
Assim sendo rogo aos nobres pares a aprovação deste, por ser medida de relevância e justiça!


Fonte: Bule Voador
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