Mostrando postagens com marcador Movimente-se. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Movimente-se. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Você pode ser um Herói
Tudo que é necessário para o triunfo do mal é que homens de bem não façam nada.
- Sir Edmund Burke
A revista Science publicou um artigo recentemente (Miller, 2011) que traz o relato de um dos mais novos projetos do psicólogo social Phillip Zimbardo. Ele se tornou um dos psicólogos mais famosos no mundo por ter conduzido o famoso experimento da prisão de Stanford (comentado anteriormente aqui) e por ter sido o apresentador da série de divulgação científica Discovering Psychology.
Zimbardo particpou em 2004 do julgamento de Ivan “Chip” Frederick, um dos sargentos acusados de envolvimento em episódios de abuso e tortura na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. O caso fez Zimbardo retomar questões envolvidas no seu famoso experimento e deu a inspiração para o seu próximo grande experimento – o Projeto Imaginação Heroica – que tem como objetivo usar os resultados de pesquisas em psicologia social para ensinar as pessoas a reconhecerem as influências sociais às quais elas estão sujeitas no seu dia-a-dia e encorajar essas pessoas a praticarem “atos de heroísmo cotidiano” em situações que envolvam, por exemplo, bullying escolar, discriminação racial, discriminação sexual, violência doméstica, tortura ou abuso sexual.
O projeto planeja encorajar e dar o suporte para pesquisas sobre o tema, organizar cursos em escolas, incentivar a criação de jogos, programas, sites e grupos de ação conjunta. Além disso, pessoas do mundo todo podem enviar vídeos para serem publicados no site do projeto sobre os seus atos de heroísmo realizados.
“O primeiro passo para se tornar um herói é reconhecer as pressões sociais agindo numa situação” (Miller, 2011). Uma ideia que Zimbardo buscou enfatizar em seu trabalho, especialmente em seu célebre livro The Lúcifer Effect (O Efeito Lúcifer), é que os heróis no cotidiano da maioria das pessoas são pessoas comuns -todos nós temos a potencialidade de ser um herói, mesmo que pela primeira vez. Ao estudar como as pessoas poderiam ser cruéis e indiferentes, influenciadas pela situação em que se encontravam, Zimbardo passou a defender que também podemos compreender como uma situação pode influenciar as pessoas a serem prestativas e heroicas, e que entender isso poderia nos ajudar a melhorar o convívio entre as pessoas.
Um exemplo desse tipo de situação cotidiana que ilustra a afirmação de Zimbardo pode ser encontrado em um episódio do programa “What Would you Do?” sobre o preconceito contra casais homossexuais que tem filhos. Nesse episódio, atores simulam uma situação de preconceito em uma lanchonete e observam qual a reação das pessoas em volta. O vídeo pode ser visto abaixo:
O mais interessante desse vídeo é que o Texas, em particular, é um estado americano muito tradicional e religioso, onde é até mesmo permitido que homossexuais não recebam atendimento ou serviço. Felizmente, haviam heróis naquele local. Como um dos rapazes que se manifestaram disse, uma das piores coisas que alguém pode fazer diante de uma injustiça é se calar.
Outro exemplo de um ato heroico, mais arriscado, foi o de Wesley, que ficou conhecido como “o herói do metrô”. Ele estava na estação de metrô de Nova Iorque com suas duas filhas, quando viu um homem que estava tendo convulsões e que acabou caindo nos trilhos do metrô. Apesar de que o metrô estava próximo, Wesley pulou nos trilhos e se deitou encima do homem entre os trilhos, de tal forma que ele conseguiu salvar o homem sem se ferir. No vídeo abaixo ele conta como foi viver aquela situação.
Os heróis desses vídeos eram pessoas comuns, não eram bombeiros, policiais, médicos ou enfermeiros. Todos podemos agir nesse tipo de situação, e se assim o fizermos, podemos evitar prejuízos sérios para alguém ou até mesmo salvar uma vida. Entretanto, uma ressalva se faz necessária aqui. Ser um herói não pode ser entendido apenas no seu sentido esteriotipado – não se trata sempre de arriscar a vida para salvar alguém. Podemos ajudar as pessoas de várias formas, muitas delas sem envolver riscos graves – ligar para a polícia ao se deparar com uma situação de violência, doar sangue e fazer trabalho voluntário.
Nesse sentido, algo mais próximo da ideia de ato heróico como reagir a assaltos ou intervir nos mesmos, por exemplo, continua sendo considerada uma péssima opção, pois o risco de danos é muito maior, mesmo que muitas vezes a vítima possa ser ferida sem reagir. Em situações como essa, ajudar pode envolver uma simples ligação. Na grande parte das situações cotidianas, não precisamos bater em ninguém ou arriscar nossas vidas para ajudar muito uma pessoa. Saber quando e como ajudar de forma responsável não é algo fácil, mas empreitadas como o Projeto Imaginação Heroica estão ai para orientar as pessoas.
Finalizo esse texto com as mesmas palavras de Zimbardo em uma palestra proferida no TED– o que o mundo precisa agora é de mais heróis. Que tal começar hoje a ser um herói?
Fonte: Bule Voador
quarta-feira, 8 de junho de 2011
SlutWalk - Protesto ‘marcha das vagabundas’ chega ao Brasil neste sábado
Comentário de policial no Canadá inicou movimento contra machismo.
Convocado pelo Facebook, evento em SP tem mais de 5 mil adesões.

Convocado pelo Facebook, evento em SP tem mais de 5 mil adesões.
Mulheres participam do movimento ‘SlutWalks’ no Canadá (Foto: AP)


Um protesto que começou no Canadá e vem ganhando as ruas de vários países do mundo chega ao Brasil neste fim de semana. Conhecido como ‘SlutWalk’, a primeira marcha das vagabundas (ou das vadias, como vem sendo traduzido) deve acontecer na Avenida Paulista, neste sábado (4), a partir de 14h.
O movimento ‘SlutWalk’ começou no mês passado em Toronto, no Canadá, quando alunos de uma universidade resolveram protestar depois que um policial sugeriu que as estudantes do sexo feminino deveriam evitar se vestir como “vagabundas” para não serem vítimas de abuso sexual ou estupro.
“Quando ouvimos pela primeira vez sobre a Polícia de Toronto rotular as mulheres e pessoas com maior risco de abuso sexual de "vagabundas", pensamos em fazer barulho e exigir mais do que um pedido de desculpas. Temos o direito constitucional de liberdade de expressão e decidimos usá-lo”, diz o site do grupo (www.slutwalktorontol.com).
A primeira marcha reuniu cerca de 3 mil participantes vestidas de forma provocativa ou comportada para chamar a atenção para a cultura de responsabilizar as vítimas de estupro. Foi o estopim para que outros eventos semelhantes se espalhassem por várias cidades dos Estados Unidos e Europa.
Partipantes da marcha das vagabundas de Paris, realizada no último dia 22, usam barbas e seguram cartazes onde se lê: 'Somos todas camareiras', em referência ao caso do ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, preso acusado de abusar sexualmente de uma camareira (Foto: Stephane Mahe / Reuters)
No Brasil, onde foi convocado por meio do Facebook, o evento já tinha a adesão de mais de 5 mil pessoas até a tarde desta quinta (2). “Fiquei até meio assustada com a quantidade de pessoas [que aderiram]. Se vai ter número maior ou menor, não importa, o importante é fazer o barulho que a gente quer fazer”, diz uma das organizadoras da marcha, a publicitária Madô Lopes, 29.
Segundo ela, que disse ter compartilhado com amigos a necessidade de fazer um evento semelhante no Brasil, a vestimenta é livre para participar do evento, em que homens também são bem vindos.
“Cada um vai vestido como quer. Tem garotas que vão vestidas como vagabundas, tem quem goste de saia justa, tem quem não goste. Não é um baile de fantasia. Mas quem quiser ir ludicamente vestido, pode ir. Todo mundo vai estar lá pela mesma causa que é o respeito à mulher”, afirma.
Já no calendário de eventos do site oficial, a marcha paulistana ocorre no mesmo dia das de Los Angeles e Chicago (nos EUA), Edmonton (Canadá), Edinburgo (Escócia), Estocolmo (Suécia), Amsterdã (Holanda), Copenhagen (Dinamarca) e Camberra (Austrália).
Belo Horizonte
Com inspiração na marcha paulistana, um segundo evento brasileiro já está programado para o próximo dia 18, em Belo Horizonte. Com menos adesões até agora –os participantes no Facebook somavam mais de 800 até esta quinta- a marcha mineira vem ganhando o apoio de grupos feministas e de questões de gênero e até da associação dos profissionais do sexo local.
“Muitas pessoas reagiram ao convite perguntando: ‘Por que me convidaram para esse evento? Eu não sou vagabunda!’ O propósito é discutir um assunto ainda polêmico. Hoje quase não se discute as questões de gênero, é como se tivessem sido resolvidas. A forma como algumas pessoas têm reagido já é indício de como a questão é delicada”, diz a atriz e diretora de teatro Débora Vieira, 29, uma das organizadoras.
Convocação para a marcha das vagabundas BH, marcada para o próximo dia 18 (Foto: Reprodução)
Articulada com grupos feministas, ela lembra o episódio da estudante Geisy Arruda, que foi expulsa de uma universidade de São Paulo após ter sido hostilizada por alunos por usar um vestido curto, como exemplo do atraso do país nas discussões de gênero.
“Quando aconteceu o episódio da Geizy Arruda, a reação na mídia de fora foi bem curiosa. ‘Como o país das bundas e do carnaval reage com tamanha agressividade a uma roupa curta?’ Quando é a própria mulher que toma atitude de se exibir, botar roupa curta ou falar de sexo, é chamada de vadia, de vagabunda. Belo Horizonte não está longe disso. Aqui, enfrentamos o mesmo problema da maioria das cidades brasileiras, em que as mulheres têm que ser educadas para evitar que o estupro aconteça.”
Já nesta semana, na quinta-feira (9), haverá um reunião para discutir pontos polêmicos sobre o assunto, inclusive o nome do evento. “Tem gente que afirma que o nome é pejorativo e está com medo de ir com medo por causa disso”, explica a antropóloga Júlia Zamboni, também da organização da edição brasiliense da marcha.
Lia afirma que o nome Marcha das Mulheres Livres seria até mais adequado para o contexto brasileiro, mas não chamaria tanta atenção. “Sendo vadias ou não, a gente quer ter o direito sobre o próprio corpo. O significado da marcha é maior”, afirma. A reunião será às 18h, em frente ao Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília.
A violência doméstica também deve entrar na pauta da reunião. “A gente tem uma outra causa que é muito forte, que á violência doméstica. É algo que já é naturalizado no Brasil, como se fosse algo comum. Não saberia dizer se somos mais machistas do que a média, mas o país está muito atrás na questão da igualdade de gênero”, avalia Júlia.
A concentração da Marcha das Vadias será às 12h, em frente ao shopping Conjunto Nacional. As manifestantes pretendem passar pela Rodoviária do Plano Piloto e pela Feira da Torre antes de ir para o Parque da Cidade, onde devem se encontrar com a Marcha pela Liberdade, organizada pelo movimento LGBT e por grupos que defendem a legalização do comércio de maconha e derivados.
Fonte: G1
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ativistas do Brasil contra o Novo Código Florestal
Brasil contra o Novo Código Florestal
Ativistas do Brasil,
Dia 5/6 marca o início da Semana do Meio Ambiente. Vamos celebrá-la defendendo nosso meio ambiente natural.
A aprovação do Novo Código Florestal está nas mãos de nossa presidente, Dilma.
Caso ela aprove as mudanças, áreas atualmente protegidas serão transformadas em áreas agricultáveis o que significa mais e mais desmatamento vindo aí…
Caso ela aprove as mudanças, áreas atualmente protegidas serão transformadas em áreas agricultáveis o que significa mais e mais desmatamento vindo aí…
Pelo meio ambiente, pelos animais, pela vida, manifeste-se também!
Relação das cidades que terão manifestação no próximo final de semana:
http://vegtemas.org/brasil- contra-o-codigo/
http://vegtemas.org/brasil-
domingo, 29 de maio de 2011
Lei permite matança de animais abandonados no Chile
Modificações realizadas pelo Ministério de Agricultura afetam diretamente a proteção e conservação de diversas espécies.
| Foto: Divulgação |
O Ministério de Agricultura, cujo responsável é José Antônio Galilea, determinou realizar variações nas propostas do SAG (órgão que regula a conservação e caça das espécies) para a Lei de caça que implicam em mudanças nas normas de proteção das espécies. Uma das modificações inclui ampliar as condições de espécie “selvagens” e “prejudiciais” a cães e gatos abandonados, deixando-os em condições de “caça” e “captura”.
O documento diz que espécies consideradas “selvagens e/ou prejudiciais poderão ser caçadas ou capturados em qualquer época do ano, em todo o território nacional e sem limitações quanto ao número de peças ou exemplares”. A secretaria do Estado adicionou a essa lista espécies como a raposa cinzenta, o cão e o gato selvagens.
O documento já conta com a assinatura do ministro Galilea e do ministro da Defesa, Andrés Allamand, para entrar em vigência espera apenas a assinatura do ministro da Economia Juan Andrés Fontaine.
A norma diz ainda que os animais “selvagens” são todos aqueles “que vivam em condição de um animal selvagem”, não particularmente aqueles que vivem em zonas rurais.
Segundo o jornal PrensAnimalista, esse é o ponto mais polêmico, pois abre a possibilidade de captura, caça e até extermínio, de cães e gatos abandonados, que não tenham tutor ou não estejam portando coleira.
O tratamento dado aos animais abandonados por parte das autoridades, sempre manteve os grupos ambientalista em alerta. Já houve momentos em que as autoridades municipais ordenaram a erradicação dos animais, alegando perigo para a sociedade. Estima-se que no Chile, há pelo menos 1 milhões e meio de cães abandonados.
A proposta inicial do SAG incorporava uma série de animais invertebrados na lista de protegidos, tais como, borboletas, aranhas, escorpiões e libélulas, cuja caça ou captura estariam proibidas em todo o território nacional. A ideia era deter a exploração dessas espécies, que há tempos vêm sendo dizimadas. A proposta não foi considerada pelo Ministério de Agricultura, que manteve a norma anterior de que quem captura essas espécies habitualmente deve inscrever-se no SAG.
A nova Lei de caça, que deve entrar em vigência ainda este ano, em seu artigo 5, manteve a autorização de caçar 36 espécies, incluindo ratos e cervos.
Fonte: Coletivo V.I.D.A
sábado, 30 de abril de 2011
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Use sua raiva para construir
Acontecerá neste sábado, a segunda edição do "Rockampanha pela Vida" que contará com a presença das bandas:
Los Froxos
A primeira edição do evento arrecadou 150 kg de alimentos. A entrada desta vez será 3 reais, e todo dinheiro arrecadado será destinado à AMA - Associação Amiga dos Animais, que ajuda animais de rua sem fins lucrativos. O evento está sendo organizado pelos voluntários da Instituição.
Queremos todos lá!!
sábado, 14 de agosto de 2010
Rockampanha Pela Vida
A primeira edição do evento contará com as bandas:
In Mundos - Punk Rock/Hard Core
Não Somos Mais os Mesmo Sem Você - Punk Rock
The Simpsons - Punk Rock
Correria Urbana - Pop Rock Heavy
Causa Mortis - Noise
"Use sua raiva para construir"
Nosso bom e velho rock'n'roll usando toda sua rebeldia para ajudar.
Assinar:
Postagens (Atom)


