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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Operação Independência





"Um símbolo sozinho pode não representar nada, mas se todos se juntam, um símbolo pode significar muito, pode significar a mudança de um pais"
- V de Vingança

Para quem não sabe o que significa, é o movimento contra a corrupção que ocorrerá no dia 07 de Setembro de 2011. Ocorrerá nas capitais brasileiras, e nas cidades onde tenha gente suficientemente corajosa para abraçar essa causa. O movimento foi criado pelo grupo Anonymous Brasil com apoio do Mascarado Polêmico, e necessita de sua ajuda para que realmente cause algum efeito.

Esperamos contribuição de todas as pessoas cansadas com a real situação atual do Brasil e preocupadas com um futuro melhor. Dica para quem quiser entrar nessa "briga": procure apoio nas escolas, sindicatos, e divulgue a causa. Chame atenção de quem quer mudança, e quem procura fazer a diferença.

ATENÇÃO CONVIDADOS PARA O PROTESTO! Isso não é um convite a um protestozinho online, contamos com a REAL presença de vocês!


Fonte: FaceBook

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ESTADO LAICO, QUERO UM PRA VIVER


Domingo passado teve Marcha pelo Estado Laico em São Paulo e Recife, e durante a semana, no Rio. Haverá outras, em Florianópolis (hoje mesmo!), Curitiba (17/9) e Brasília (30/11) — você pode ver aqui o calendáriocom os locais de encontro. Mas é impressionante. Basta divulgar esses protestos no Twitter pra receber mensagens como “falta do que fazer”. Eu acho que todo mundo deveria participar dessas marchas, inclusive as pessoas religiosas. Porque é um Estado Laico que garante a sua liberdade religiosa. E você gosta disso,não é? De ter liberdade pra crer no que quiser, pra se reunir num lugar com outras pessoas e celebrar o seu deus. Pois é. Eu, ateia, fico feliz quevocê tenha liberdade pra isso. Mas também exijo liberdade para não ir ao seu templo ou acreditar no seu deus, ou em deus nenhum. 
Lembro de, no ano em que vivi nos EUA (entre 2007 e 08), ter lido e vistocoisas incríveis. Coisas que felizmente não são tão fortes por aqui, mas estão chegando rápido. Os fundamentalistas cristãos nos EUA representam 25% da população. Se dependesse deles, a maior potência mundial seria uma teocracia.Sério mesmo. Eles não apenas querem manter o direito de discriminar gays e retroceder quase meio século no que se refere às conquistas das mulheres e dos negros, como gostariam de banir ateus e não-cristãos do serviço público. Dessa forma, um professor de escola primária que fosse islâmico, por exemplo, seria posto no olho da rua. Médico ateu trabalhando em hospital público? Nem pensar. Muitos fundamentalistas cristãos gostariam de retornar aos tempos bíblicos. Eles defendem abertamente que um homem que não trabalhe não possa comer. Na realidade, eles são contra o governo — qualquer um. Gostariam de instituir os dez mandamentos e ver o país se transformar num único grande templo. 
Eu tenho um pouco de medo dessa gente. Já foi perigoso o suficiente quando o presidente da nação mais poderosa do planeta disse invadir um outro país porque Deus quis assim. Eu vi os índices de gravidez na adolescência nos EUA subirem, porque Bush acabou com os programas de educação sexual, substituindo-os por aulas de abstinência. Eu acho que todo mundo deveria poder se expressar, mesmo que seja pra expressar preconceitos. Claro que eu preferia que não houvesse preconceitos. Mas, assim como não quero me meter (e nem quero que o governo se meta) nos assuntos religiosos, quero que os religiosos não se metam em assuntos de Estado. É bem simples: se uma religiosa é contra o aborto e ela tiver uma gravidez indesejada, ela deve ter toda a liberdade para não abortar. Se um religioso for gay e tiver certeza que sua orientação sexual o levará ao inferno, ele que tente não ser gay (não fazendo sexo, ou fazendo o esforço supremo de se casar com alguém do sexo oposto). Se um casal religioso quer que seus filhos pratiquem a religião, eles que a ensinem em casa, ou que coloquem a prole numa escola particular que siga aquela religião. Se um religioso tiver uma doença terrível e irrecuperável e for contra a eutanásia, ele que siga vivendo até onde der. Mas é prepotência demais querer que seus valores religiosos sejam os de todas as pessoas de um país. 
Estado e igreja estiveram juntos, inseparavéis, nos piores momentos da humanidade. Não é bom pra ninguém que crenças religiosas se misturem com direitos e deveres da população. E, apesar de acharmos que vivemos num país laico, muitos de nossos direitos são tolhidos por, no fundo, vivermos num país cristão, em que dogmas da igreja católica (e mais recentemente, das evangélicas) se intrometem no nosso dia a dia. Não há outro motivo para que o aborto não seja legalizado senão a interferência religiosa na vida de todas as mulheres, incluindo as ateias, as de outras religiões, e até as católicas que não têm tanto apreço por uma igreja com os mesmos valores de dois mil anos atrás se metendo em suas vidas. Não há outro motivo para que dezenas de direitos dos homossexuais (e somos tod@s iguais de acordo com nossa Constituição) sejam negados. Fundamentalismo religioso — e é isso que acontece quando mistura-se religião e governo — é ruim sempre, independente da religião no poder.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Todo poder emana do povo"

Uma das frases mais marcantes escritas por Alan Moore em V de Vingança foi:

“Você pode matar um homem, mas não um ideal.”

Na história, um misterioso anarquista tenta destruir o Estado por meio de ações diretas para a exposição pública da corrupção que existia dentro do sistema. Hoje, aparentemente, nós estamos vivendo exatamente esta mesma história.

Eles estão entre nós.
Nos últimos meses, o grupo hacker Anonymous lançou, em conjunto com dissidentes do grupo LulzSec, um movimento mundial chamado AntiSec, que visa obrigar os que estão no topo a descer do salto. Resumindo, o objetivo é expor governos e organizações por meio de dados roubados de sites e e-mails que revelam corrupções e atos ilegais.

Praticamente uma guerra mundial digital está ocorrendo nos bastidores da internet e os paladinos virtuais atualmente definiram o governo brasileiro como um dos principais alvos. Segundo uma  estimativa do Serpro, nas últimas semanas, foram hackeados 20 portais do governo federal e estatais. Senado, Presidência e Petrobras estão na lista. Além de 200 sites municipais, o e-mail pessoal da presidente Dilma Rousseff, o site do PT, o perfil do Twitter do presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia e sabe Deus mais o quê. A propósito, você já checou o seu e-mail e perfis sociais hoje?

Como “quem deve, teme”, atitudes de caráter totalitário foram tomadas para defender a soberania nacional – leia-se, deter o avanço da exposição das informações vergonhosas. Tais atitudes foram a retirada do domínio brasileiro do site da LulzSec e uma investigação da Polícia Federal em conjunto com as polícias internacionais, ordenando a prisão de membros de grupos hackers. Sem contar que isso tudo reacendeu a chama fascista que é o projeto de lei 89/2003, mais conhecido como Lei Azeredo, que tenta regrar a internet e acabar com a liberdade existente.

Vale ressaltar que “todo poder emana do povo”. Não, não é uma frase de V de Vingança, mas sim da nossa Constituição.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Partidos não influenciam mas a juventude como antes

Os cientistas sociais e políticos já identificaram o fenômeno: movimentos sociais novos que se formam e difundem rapidamente, expressando as mais variadas questões cidadãs, absolutamente fora da iniciativa ou do controle dos partidos ou forças políticas organizadas. Um detalhe: não estamos falando apenas do Brasil, mas do mundo inteiro.

Evidencia-se que os partidos políticos, sem exceção, não acompanharam a velocidade das transformações sociais, perderam a capacidade de se colocar na “vanguarda” de tais movimentos. Não se identificam forças políticas que tenham organizado tais movimentos nem nas marchas em curso no Brasil, muito menos nas revoltas dos países árabes ou em protestos na Espanha. 

Poderíamos nos acomodar com explicações tecnológicas da “Era da Informação”, fascinados com o fenômeno da internet por exemplo. Mas ficaria faltando explicarmos o absoluto desinteresse desses jovens pela política partidária, por mais que os novos políticos se apropriem desse instrumento, como fez Obama na campanha que surpreendeu os americanos mais conservadores.

O que falta ser dito é que não basta os partidos se atualizarem, seria necessário que os jovens acreditassem neles como instrumentos de transformação social. Existe uma “memória acumulada” da civilização e ela depõe contra os políticos, os partidos e as doutrinas mais conhecidas, como assassinos de sonhos e traidores de ideais, burocratas que usam seus povos como “massa de manobra” para suas aspirações ao poder. 

Os jovens estão mais desiludidos, são mais desconfiados em relação às instituições. Não querem se deixar levar por bandeiras que não tenham partido deles, não querem consagrar líderes que depois de conquistar o poder no “establishment” se esqueçam ou, pior, se voltem contra eles.

Exemplos na História não faltam. Numa carta de Proudhon a Marx, em 1846, esse profetiza o risco da distorção do movimento socialista. Proudhon, como que antecipando o stalinismo, propõe que “iniciemos sim uma boa e leal polêmica; tentemos dar ao mundo um exemplo de tolerância sábia e perspicaz, mas não nos transformemos, pelo simples fato de que somos os líderes de um movimento, em líderes de uma nova forma de intolerância; não posemos de apóstolos de uma nova religião, mesmo que seja a religião da lógica e da razão”. Marx descartou essa e outras preocupações de Proudhon como as de um “pequeno burguês”, rótulo que ainda “cola” naquele entre as esquerdas tradicionais, até hoje. Poucos cientistas políticos se aprofundaram no estudo dos debates entre os dois, como fez F.C. Prestes Motta em “Burocracia e Autogestão”, obra que não é a favor de um nem de outro, mas uma busca por decifrar as questões sociais em sua relação com a economia política.
George Orwell em “1984”, Aldous Huxley em “Admirável Mundo Novo” e mesmo José Lutzemberger no seu Manifesto Ecológico (de 1970) profetizaram o mundo do século XXI, da “sociedade de massas” dominada por sistemas burocráticos voltados para o controle político da população, não para as necessidades reais desta. Paul Singer nos explica que a China e a Rússia não seriam consideradas por Marx como socialistas mas sim como um Capitalismo de Estado, onde a ausência da burguesia fez com que o Estado assumisse o papel de industrialização (de economias feudais) e de patrão dos trabalhadores, a burocracia estatal. 

Nem Marx, nem Freud (fetiches dos intelectuais no século XX) ou a soma dos dois tem respostas para o século XXI. Não é novidade, mas precisa ser dito com todas as letras que fracassaram as fórmulas prontas. Outro profeta do estado atual de coisas, Rollo May, já antecipava em “A Coragem de Criar” o descrédito nos valores tradicionais e o vazio de alternativas. Como as teorias pré-prontas não satisfazem mais, teremos de ter a coragem de criar novas formas de pensar o mundo, desafio do qual não podemos fugir. 

Montserrat Martins, colunista do EcoDebate, é Psiquiatra.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ce não acredita em Deus? Então é imoral. E não faz parte do povo brasileiro


Orlando Morando
Projeto de Lei 256/2011 do Deputado Estadual Orlando Morando PSDB/SP que dispõe sobre a fixação de crucifixos em estabelecimentos de ensino



A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º – Os estabelecimentos de ensino do Estado de São Paulo deverão fixar crucifixo no interior de suas instalações.
Parágrafo único – o crucifixo a que se refere o caput deste artigo deverá ser mantido em local e em tamanho de fácil visualização, em área de circulação.
Artigo 2º – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias consignadas no orçamento vigente. (ou seja, você paulista não cristão também paga)

Artigo 3º – Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.
JUSTIFICATIVA
Não pretendemos nos contrapor ao estado laico(laico, pero cristão of course como manda a Bíblia), mas pensamos sim em manter vivo o símbolo de fé daqueles que habitam o nosso querido Estado de São Paulo.
O crucifixo enriquece de significado a vida, o qual hoje em dia infelizmente não se dão tanto valor,além de ser um símbolo que representa a moralidade do povo brasileiro, de fortificação, adesão espiritual de DEUS PAI onipotente.(Ce não acredita em Deus? Então é imoral, percebeu? E não faz parte do povo brasileiro)
Assistimos, nos dias atuais, verdadeira degradação da família, fato que, incontestavelmente, contribui para a causa de diversos males, dentre eles o aumento da violência.
Da mesma forma, outros valores inerentes ao ser humano, como ética, moral, solidariedade, honestidade, fidelidade, gratidão, etc, também estão, paulatinamente, sendo destruídos. (Por esses ateus e não cristãos imorais)
Nossos antepassados nos legaram ensinamentos que devem ser preservados. O jargão “Deus, Pátria e Família”(Oi? TFP mandou lembranças)sintetiza o cerne dos valores que a humanidade deve cultuar de forma permanente, independente de credo ou religião.
A par da indiscutível liberdade religiosa que deve pautar as normas legais das sociedades modernas, inclusive com tolerância até mesmo do ateísmo(até mesmo essa imoralidade de ateísmo, viu como somos tolerantes?), não podemos permitir que o sentimento de minorias imponha normas a serem seguidas pela grande maioria das pessoas.
Não se deve confundir tolerância com concordância nem mesmo com aquiescência na adoção de hábitos que, indiscutivelmente, nada acrescentam para a qualidade de vida do ser humano.(Viu? Ateus e não Cristãos que não acrescentam nada para a humanidade, fiquem felizes que a gente até deixa vocês viverem. Bom mesmo eram os tempos das fogueiras)
Assim sendo rogo aos nobres pares a aprovação deste, por ser medida de relevância e justiça!


Fonte: Bule Voador
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