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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Eu e meus “ismos”

Muita gente tende a concordar que se afirmar em qualquer que seja o ismo, uma conduta ruim, pois está se restringindo a varias possibilidades e reduzindo o seu campo de movimentação. Eu sinto exatamente o contrário, sinto que a cada ismo o meu conhecimento se tornou aos poucos cada vez mais erudito, no sentido real da palavra.

Foi durante a minha pré-adolescencia que entrei para o mundo do rock’n’roll e, ao contrário da maioria dos grupos de adolescente (Papalia, 2006), eu segui só. E minhas queridas amigas preferiram não restringir o seu gosto musical. E eu, ao contrario do pensamento compartilhado e pronunciado por ela, expandi muito mais a quantidade de bandas e de músicos, passei a buscar outras coisas que seguiam o meu gosto e tanto hoje quanto naquela época, conheço muito mais bandas que elas, pois além das que elas conhecem, que são a que todos conhecem, eu conheço as minhas. 

A minha segunda grande escolha, para outros, segunda grande restrição, foi o vegetarianismo, e isto na metade de minha adolescência. Depois deste, ir a uma lanchonete se tornou uma grande aventura, por que grande parte dos salgados tem carne, frango e/ou presunto. A partir dessa escolha e das dificuldades encontradas eu aprendi não apenas a cozinhar, mas também tive conhecimento de diversas plantas. Antes o meu almoço se resumia a arroz, feijão, tomate e um pedaço de algum músculo animal. Depois da minha decisão “extrema” todo dia meu almoço tem o acompanhamento diferente. Durante cerca de 17 anos, provei de quase tudo que um onívoro pode provar, agora provei muito mais.

A terceira que eu acho até que gera mais polemica que a segunda, foi o que eu mais gosto por sinal, o feminismo. Independentemente dessas palavras torna-se ou não parte de minha identidade, eu já defendia os conceitos descrito por ela, mas achava que se machismo é próprio do macho e feminismo é próprio da fêmea, etimologicamente falando, era uma oposição muito grande, um briga muito boba. Mas depois de começar a estudar Simone de Beauvoir, a figura mudou de lado. Senti-me bem, e a vontade de dar o nome para o que eu já era. Depois de me “filiar” ao feminismo e a minha independência de gênero, larguei de ser uma mulher machista, quero dizer, passei a respeitar meu gênero e me respeitar mesmo não sendo “uma mulher para casar” minha vida sexual e amorosa mudou muito e para melhor. Minha ver de ver o mundo dos gêneros se tornou muito mais interessante, aqueles termos moralistas que estavam impregnados em meu vocabulário continuam a sair. A mulher que “dava para todos” parou de ser uma vadia, se tornou uma pessoa livre. E até os termos vadia, piranha, periguete (...), só saem da minha boca para falar de minhas amigas.

Além dessas já ditas venho a mim como efeito teia a bissexualidade e o ateísmo. Esses “ismos” só abriram meu horizonte, estou muito satisfeito com a sensação que eles me proporcionam, embora enfrente muitas dificuldades, mesmo assim, me sinto muito bem com minhas decisões. Não deixei de ouvir musica, de me alimentar bem, de me relacionar intelectualmente ou sexualmente com homens. Faço tudo que sempre fiz, a diferença é que sinto que faço bem melhor. 
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PAPALIA, D. E.; OLDS, S, W.: O Desenvolvimento Humano, Editora Artmed, 2006.

domingo, 24 de julho de 2011

Alerta: o aquífero Guarani está poluído


O aquífero Guarani, a segunda maior reserva subterrânea de água doce do mundo, corre sérios riscos de contaminação. As ameaças de poluição da reserva de água vêm de chorume dos lixões, resíduos industriais e agrotóxicos espalhados nos canaviais, que se infiltram no solo e subsolo até chegar aos reservatórios de água.
O estudo cobriu 143 mil quilômetros quadrados, região que o aquífero ocupa em São Paulo, porém a reserva se estende também para os Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, além de Argentina, Paraguai e Uruguai. As bordas do Aquífero Guarani nos municípios de Ribeirão Preto, Piracicaba, São José do Rio Preto onde a água fica à flor da terra e se renova lentamente, sofrem as maiores ameaças de contaminação.
Para a chamada área de restrição, formada por regiões de preservação permanente e reservas legais, a pesquisa recomenda projetos ambientais e exploração racional do aquífero. Para as áreas de ocupação dirigida, aquelas vulneráveis à contaminação, o documento aconselha a saída de indústrias que geram riscos ao meio ambiente e o fim do uso de agrotóxicos em canaviais. Já para a região de recuperação ambiental, degradadas pela erosão do solo, lixões e ocupações irregulares, o recomendado é que as autoridades criem regras particulares para cada caso.

sábado, 16 de julho de 2011

Estadão divulga matéria sobre Vegetarianismo

"Enquanto o Pavilhão da Bienal do Ibirapuera se prepara para receber mais de 22 mil visitantes na NaturalTech, única feira internacional de produtos naturais do País, que abre suas portas no dia 21, adeptos da dieta sem carne celebram uma onda de ofertas. Publicações, filmes, restaurantes, serviços, sites e blogs trazem à tona um tema ainda repleto de estigmas e, muitas vezes, alvo de piadas: o vegetarianismo. Ao mesmo tempo, mitos a respeito da alimentação que exclui do cardápio itens de origem animal estão ruindo. 


O mais polêmico é o conceito de que o consumo de carne é essencial para a saúde. "Estudos científicos provam que não há nenhum único nutriente essencial que só exista na carne ou que dependa dela para ser bem aproveitado pelo organismo", avisa o paulistano Eric Slywitch, especialista em nutrologia e nutrição clínica.
A notícia é um alívio para vegetarianos que sempre escutaram que sua dieta era deficiente. A proteína animal pode se equivaler, por exemplo, a leguminosas como feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha, diz Slywitch, que também é coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira e professor de pós-graduação do Ganep (Grupo de Nutrição Humana). Porém, os vegetarianos costumam cometer um erro grave: substituir carne por ovos e queijos.

Para vegetarianos ou onívoros - aqueles que consomem carne - que desejam melhorar sua alimentação, o médico escreveu dois livros que têm se tornado referência: Alimentação sem Carne e Virei Vegetariano - E Agora? (ambos pela Editora Alaúde). O primeiro ensina a obter os nutrientes e como combiná-los de forma segura para otimizar todo o potencial que a alimentação vegetariana pode proporcionar. Já no segundo título, lançado ano passado, Slywitch responde às principais perguntas de adeptos ou não e fala sobre 60 mitos que rondam o tema. "As publicações têm o objetivo de ensinar, sem fazer patrulhamento ideológico", ressalta o especialista em dieta vegetariana, de 36 anos, que parou de consumir alimentos de origem animal na adolescência. 

Entre as fontes que tratam do vegetarianismo está o livro recém-lançado A Cozinha Vegetariana, da catarinense Astrid Pfeiffer (Editora Alaúde) - que já caminha para a 2ª edição. São 60 receitas sem lactose, quase todas sem glúten e com ingredientes naturais. A nutricionista e Eric Slywitch são casados e, assim como o médico, ela é vegana. Juntos, atendem em sua clínica, uma ampla casa com direito à mini-horta orgânica, na Vila Mariana, zona sul da cidade. 

Em um levantamento feito entre 644 pacientes que passaram pela clínica do casal em 2010, mais da metade segue a dieta vegetariana por razão ética, ou seja, em respeito aos animais. Saúde e questões ambientais também entram como justificativas, especialmente a que está diretamente relacionada ao impacto da pecuária. Segundo relatório emitido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), de todas as atividades humanas, a pecuária é a maior responsável por problemas ambientais, principalmente a contaminação de mananciais. 

Até "bad boys" como o ex-pugilista Mike Tyson abraçaram a causa. Vegano há quase dois anos, o campeão de boxe - que arrancou um pedaço da orelha de Evander Holyfield numa luta - promoveu em abril uma campanha junto com a ONG Last Chance for Animals (LCA) em prol do vegetarianismo. Em cartazes, foi fotografado beijando uma pomba ao lado da frase: Love animals, don’t eat them (Ame os animais, não os coma). 

"Desde que me tornei vegano, os benefícios foram tremendos", testemunhou para a campanha realizada pela LCA. "Tenho mais energia e equilíbrio mental. Eu nunca me senti 100% até que tirei a carne da minha dieta. Agora, não me imagino comendo carne de novo." 


Casado e pai de dois filhos, ele é o único da família a seguir dieta vegetariana. E conta que, após se submeter à cirurgia de redução de estômago, em 2004, a carne se tornou indigesta. Inspirado em dois integrantes da banda que são veganos, mergulhou no tema. Mas o marco da virada veio um ano depois: "Em um programa que fazia, rolava uma luta no ringue, sempre cheio de gosmas. Um dia misturaram línguas de bois com groselha. Isso revirou meu estômago e vomitei. A partir daí, nunca mais comi bicho." 


O apresentador João Gordo, de 47 anos, que tem um quadro no programa Legendários, exibido pela Rede Record, e é vocalista da banda de metal hardcore Ratos de Porão, se diz aliviado em não compactuar com a matança e crueldade que envolve a indústria da carne. "Eu era o rei do bacon e da feijoada", brinca. "Mas, quando se conhece como tudo é feito, a gente começa a pensar de outro modo."


Documentários e livros também funcionaram como gatilho. João Gordo encerrou de vez seu lado onívoro ao assistir ao vídeo A Carne é Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa (ONG em prol dos animais) em 2004. De lá para cá, vários outros surgiram no You Tube. Em março, o documentário Carne e Osso foi exibido no festival É tudo Verdade. O filme revela as condições insalubres às quais os empregados de frigoríficos são submetidos.






Muita pesquisa em internet, leitura de livros e revistas especializadas formaram a base do conhecimento da personal trainer Perla Góes, de 34 anos. Ela se programou para se tornar vegetariana ao longo de um ano. Primeiro parou de comer carne vermelha, depois, frango e, finalmente, peixe. "Tinha receio de perder massa muscular por falta de proteína animal", diz.



Com a virada na dieta, há 7 anos, e orientação médica, seu corpo ficou ainda mais definido. E o que é melhor: sem suplementação alimentar de proteína. Além das novas formas, Perla ganhou uma pele mais viçosa e mais disposição física.

Longe do estereótipo que associa vegetarianismo à moçada alternativa está Maria Emília Ascenção Guedes, de 63 anos e há quase 30 adepta da alimentação sem carne. Casada e mãe de cinco filhos, todos seguem a dieta. "Não sei se posso atribuir a isso e ao leite de soja que substituí pelo de vaca, mas passei ilesa pela menopausa."

Sua filha Ana Lúcia, de 35 anos, conta que o interesse das pessoas sobre sua alimentação vegana é grande. "Todos elogiam minha pele", diz ela, que é formada em administração e trabalha no ramo imobiliário. 

Já sua irmã, a engenheira Denise, de 29 anos, reclama dos interrogatórios. "A gente vira o centro das atenções", diz. Mas o pior é ouvir que um prato não tem carne porque só foi temperado com bacon ou porque tem pedacinhos de presunto. "Vai explicar que não é bem assim!"

OS DIFERENTES TIPOS

Ovolactovegetariano: inclui na dieta sem carne itens de origem animal, como ovos e laticíniosLactovegetariano: não come ovos, mas aceita laticínios
Vegetariano estrito ou vegano: exclui todos os derivados animais do cardápio. Também rejeita vestimentas e produtos de procedência animal ou que foram testados em animais 
Crudívoro: só come alimentos crus ou aquecidos no máximo até 24°C, além de alimentos germinados
Vegetariano frugívoro: se alimenta de frutos, cereais, legumes e frutas oleaginosas (nozes, amêndoas, etc)"

Matéria do Estadão, escrita por Ciça Vallerio e disponível aqui.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Guinness Book não reconhecerá jovem toureiro

O famoso livro dos records, em nota em seu site (leia aqui, em inglês), disse: “Não aceitamos records baseados em matar ou ferir animais”. Os mexicanos que acompanham e empresariam Michelito, o jovem matador que recentemente completou apenas 11 anos e é filho de toureiro, queriam que ele fosse reconhecido como o mais jovem toureiro a matar 6 animais numa tourada.




Fonte: Vista-se 

sábado, 9 de julho de 2011

Empresa que treinou elefante para filme “Água para elefantes” será processada por maus-tratos

Cena do filme "Água para elefantes" (Foto: Divulgação)

Segundo informações do jornal The Washington Post, o processo foi aberto na semana passada no Tribunal Federal de Los Angeles, nos EUA, contra a empresa Have Trunk Will Travel que, dentre outras atividades, “aluga” elefantes para filmes, casamentos e outros eventos.Ativistas pelos direitos animais processam uma empresa da Califórnia que concedeu o elefante usado nas filmagens do filme “Água para elefantes”.



Os ativistas argumentam na ação que o filme engana os espectadores, que acreditam que o elefante usado nas filmagens foi apropriadamente tratado. Na verdade, o animal era torturado e maltratado com eletrochoques.

A empresa alega que os animais que treina são tratados com amor e carinho. Entretanto, a organização Animal Defenders International (ADI), em parceria com Gail Profant and Leslie Hemstreet, dois cidadãos preocupados com o caso, afirmam que estas declarações são falsas e enganosas, segundo informou o jornal Daily Mail.

Jan Creamer, presidente da ADI declara: “Nós acreditamos que o público está sendo enganado quando ouve as alegações da empresa Have Trunk Will Travel sobre o tratamento dado ao elefante que aparece no filme ‘Água para elefantes’. Eles estão perpetrando uma fraude.”

Os denunciantes têm um vídeo que prova os maus-tratos. Nele, Tai e outros elefantes levam choques com uma arma elétrica e pancadas com um gancho enquanto são treinados na fazenda da Have Trunk Will Travel, na cidade de Perris, na Califórnia.

Os tutores da Have Trunk Will Travel, Gary e Kari Johnson, que estão em poder de seis elefantes, negam os abusos. Eles dizem ainda que a empresa tem um histórico muito bom em relação aos animais que passam pelos cruéis treinamentos empregados.

Saiba mais clicando aqui.

Fonte: ANDA

sábado, 2 de julho de 2011

Reino Unido aprova proibição de animais em circos


Mais de 50 parlamentares de todos os partidos majoritários votaram unanimemente pela completa proibição do uso de animais nos circos do Reino Unido . Um forte debate ocorrido recentemente desafiou a diretiva do primeiro-ministro e deixou o governo sem outra alternativa a não ser libertar leões e tigres dos circos.
O voto histórico foi contra as intenções de David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, que insistia em impor restrições para o uso de animais, prática que contraria as leis europeias e motivaria ações legais. Segundo informações da Care2, atualmente, existem 40 mil animais em três circos do Reino Unido sendo explorados.

“Os parlamentares enviaram ao governo uma instrução clara e agora eles devem prosseguir com os trabalhos para o banimento. Todo o debate e a decisão expuseram e deixaram claro como o governo não estava em sintonia nem com seus pares nem com os grupos que defendem o bem-estar animal”, disse Jan Creamer, diretor executivo do grupo Defensores Internacionais dos Animais (ADI), ao The Independent.
No mês passado, o ADI divulgou que, de acordo com uma pesquisa online feita pelo grupo, 72% das pessoas que votaram apoiavam a proibição. Ano passado, outro levantamento, desta vez feito pela Secretaria de Desenvolvimento, Alimentação e Assuntos Agrários, atestou que 94,5% da população era a favor da proibição.
Durante as discussões, o coronel Bob Stewart, oficial do exército e ex-integrante do Partido Conservador, contou a história de um circo abandonado, descoberto por ele quando comandava as Forças da ONU na Bósnia, que explorava ursos. “Encontrei um urso dentro de uma jaula em uma terra de ninguém, que estava há quatro semanas preso, sem água e completamente infeliz. E ele não sairia de lá de dentro nem por mel”, disse.
Stewart disse que os soldados levaram o urso para a Croácia e que mais tarde o animal foi para a Holanda. “Ele agora está no Zoológico de Amsterdã. Eu apoio completamente a ideia de acabar com aprisionamento de animais em jaulas”, finalizou o coronel.
O voto, entretanto, não obriga o governo a adotar a proibição. A manifestação serve apenas para guiar o governo a introduzir a nova lei a partir de 1º de julho. Mas o ministro do Bem-estar Animal, Jim Paice, disse à Câmara dos Comuns que, se o debate levou à aprovação da proposta, o governo vai respeitar o que foi decidido.
“Esta é uma vitória para a democracia e para o bem-estar animal”, disse a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade Animal (RSPCA). A entidade espera ainda que o governo anuncie formal e rapidamente a proibição.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bicicleta: alternativa em transporte

(ciclovia em Bogotá)

Bogotá é uma cidade vibrante que implantou alguns projetos revolucionários em nível mundial. A capital colombiana não chega a ser uma cidade moderna ou imponente. Quando comparada a outros centros urbanos da América Latina, perde em charme para Buenos Aires (Argentina), em organização para Santiago (Chile) e em beleza para Quito (Equador). Mas não se deixe enganar. Bogotá é uma metrópole interessantíssima.
Em Bogotá há alguns projetos que merecem ser melhor estudados pelo Brasil. Entre eles, destaca-se as ciclorrutas (ciclovias).


Ciclorrutas Bogotanas é um projeto que está em curso desde 1976 e visa incentivar os cidadãos da capital andina a se moverem em bicicletas. Faz sentido. Bogotá é cercada em três lados por altas escarpas, mas assenta-se no fundo de um grande anfiteatro que se caracteriza por sua topografia sem grandes desníveis de altitude. Inicialmente, as ciclovias materializaram-se com o fechamento ao trânsito automotor todos os sábados, domingos e feriados em cerca de 120 quilômetros de ruas e avenidas. Aos poucos, esse incentivo semanal foi criando uma cultura ciclística na cidade e acabou por criar uma demanda para que houvesse ciclovias também nos dias úteis. Para atender à pressão popular, desde 1998 o poder público investiu o equivalente a cerca de 130 milhões de reais em projetos e obras de execução de outros 120 quilômetros de ciclovias. Hoje, dados oficiais estimam que 83 mil bogotanos transitam diariamente nas ciclovias urbanas.


No Brasil, há cidades que bem poderiam se inspirar no modelo bogotano e avançar. Recentemente, em viagem pelo Nordeste, pude testemunhar algumas iniciativas alentadoras, como as de Aracaju (Sergipe), onde vi ciclovias repletas de pessoas indo e vindo sobre duas rodas com roupas de trabalho; e em Salvador (Bahia), que está completando um grande corredor cicloviário na orla entre o Rio Vermelho e Itapoã, com direito à ligação por ciclovia até a Paralela, através do Parque do Pituaçu, vigiado por policiais militares devidamente montados em suas bicicletas.
Brasília, plana, cheia de espaços que possibilitariam a construção de ciclovias sem interferência no tráfego de automóveis e com centros laborais e de estudo espacialmente concentrados, é uma cidade que tem tudo para ser o paraíso da locomoção em duas rodas. Uma ciclovia correndo o Eixão, de ponta a ponta, ligada por um ramal à Esplanada dos Ministérios, poderia ser um grande catalizador do uso do transporte alternativo. Analogamente, as entrequadras poderiam albergar rotas cicloviárias. Falta apenas vontade política!

Fonte: EcoBlog

quinta-feira, 2 de junho de 2011

2° Encontro Vegetariano de Vitória da Conquista

Ativistas do Brasil contra o Novo Código Florestal


Brasil contra o Novo Código Florestal
Ativistas do Brasil,
Dia 5/6 marca o início da Semana do Meio Ambiente. Vamos celebrá-la defendendo nosso meio ambiente natural.
A aprovação do Novo Código Florestal está nas mãos de nossa presidente, Dilma.
Caso ela aprove as mudanças, áreas atualmente protegidas serão transformadas em áreas agricultáveis o que significa mais e mais desmatamento vindo aí…
Pelo meio ambiente, pelos animais, pela vida, manifeste-se também!
Relação das cidades que terão manifestação no próximo final de semana: 
http://vegtemas.org/brasil-contra-o-codigo/

domingo, 29 de maio de 2011

Cientista quer usar CO2 para gerar energia limpa


Projeto converte energia solar em elétrica por meio do gás carbônico, que passaria de ‘vilão’ a ‘mocinho’ do meio ambiente

Xandu Alves
São José dos Campos

Cientistas de Lorena querem resgatar o gás carbônico do inferno austral no qual ambientalistas o colocaram. Conhecido pela sigla CO2, o gás é considerado o principal culpado pelo efeito estufa, fenômeno diretamente ligado ao aquecimento global.

Ao invés de aquecer a atmosfera, porém, o gás pode ser convertido em energia elétrica de forma limpa, barata e sustentável.

É o que promete o cientista e empresário Carlos Hidalgo, 58 anos, chileno que adotou o Brasil como segunda pátria e fez de Lorena a base das pesquisas energéticas que desenvolve desde 1992.

Hoje, ele se encontra em São Paulo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, para pedir apoio ao projeto. Também pretende conversar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A próxima etapa será buscar apoio da presidente Dilma Rousseff (PT).

Paradigma. “Nosso projeto é um modelo de geração de eletricidade que converte a energia solar em elétrica através do CO2. É um novo paradigma energético que colocará o Brasil ao lado dos melhores centros de pesquisa do mundo”, disse.

Batizado de Hórus CO2, em homenagem ao deus do sol na mitologia egípcia, o projeto contou com a colaboração dos pesquisadores Carlos Shigue e Carlos Santos, da Escola de Engenharia de Lorena, da USP (Universidade de São Paulo).

Sustentável. Em tese, a ideia é relativamente simples, mas exigiu 20 anos de pesquisas e muitas reviravoltas para criar um sistema capaz de gerar energia elétrica em reatores utilizando CO2 supercrítico (temperatura e pressão acima dos níveis críticos) aquecido por luz solar, amplamente disponível e de baixo custo.

Mas o que fazer nos dias sem sol? A resposta surgiu com a colaboração dos pesquisadores da USP. Os três cientistas concluíram que a usina poderia funcionar sem energia solar por até 15 dias usando o hidrogênio produzido por um sistema paralelo, subproduto na produção energética.

“Descobrimos um sistema de geração de energia autossustentável, produzindo eletricidade a baixo custo”, disse Hidalgo. “O gás carbônico é normalmente visto como um ‘demônio’ responsável pelo aquecimento da Terra. Nós o vemos como um gás amigo.”

Monopólio. No entanto, Hidalgo prevê discussões acaloradas na comunidade científica internacional quando o projeto vier à tona. Iniciada no ano passado, a etapa conceitual das pesquisas só foi concluída no início de maio. “Energia é monopólio. Estaremos enfrentando as termelétricas e hidrelétricas.”

Hidalgo fragmentou e codificou o projeto em 64 partes para evitar espionagem industrial. Segundo ele, o projeto será um passo adiante na produção de energia limpa. 




Usina de teste será instalada em Silveiras ainda este ano
São José dos Campos

Os cientistas responsáveis pelo projeto Hórus CO2 pretendem construir a planta piloto do sistema de geração de energia através de gás carbônico e energia solar em Silveiras, no Vale Histórico.

O investimento previsto é de US$ 104 milhões para uma usina capaz de gerar de 7,5 a 50 megawatts de energia, dependendo da configuração, volume que permite abastecer uma cidade de 50 mil habitantes.

A previsão é que a obra seja iniciada no segundo semestre deste ano, com entrada em operação da usina em 2012. Para tanto, os cientistas estudam propostas de investidores.

Segundo Carlos Hidalgo, um dos criadores do sistema, a vantagem da primeira planta é que ela será responsável por criar outras plantas, a partir de módulos operacionais, produzindo energia em série.

“A planta fabricará outras plantas. Por isso, 60% do investimento inicial será aplicado nessa primeira unidade, que criará um padrão”, afirmou.

Vantagens. Para ele, as vantagens desse sistema são reduzir os custos de construção das plantas e, consequentemente, da produção de energia elétrica, e a preservação do meio ambiente. 


SAIBA MAIS

Projeto
Energia elétrica
Batizado de Hórus CO2, o projeto de um cientista de Lorena, com apoio de pesquisadores da USP, vai gerar energia elétrica utilizando gás carbônico superaquecido por energia solar

Sustentável
Sem poluição
Segundo os pesquisadores, o sistema gerará energia através de um processo limpo e sem danos ambientais, além de reutilizar o gás carbônico que vai para a atmosfera

Custos
Iluminando cidades
O sistema poderá gerar energia elétrica para uma cidade de 50 mil habitantes usando apenas uma instalação em área de 10 mil metros quadrados, 10 vezes menor do que requer uma termelétrica

Eficiência
transformação
Oxigênio e hidrogênio serão os dois subprodutos do sistema de geração de energia, podendo ser usados para realimentar o próprio sistema ou ainda em outras indústrias


Este é o tipo de notícia que merece grande destaque na mídia, bem mais que as picuinhas políticas que os jornais adoram dar destaque. O trabalho deste cientista é a prova de que o Brasil tem a obrigação de investir mais em ciência.

Lei permite matança de animais abandonados no Chile

Modificações realizadas pelo Ministério de Agricultura afetam diretamente a proteção e conservação de diversas espécies.


Foto: Divulgação
O Ministério de Agricultura, cujo responsável é José Antônio Galilea, determinou realizar variações nas propostas do SAG (órgão que regula a conservação e caça das espécies) para a Lei de caça que implicam em mudanças nas normas de proteção das espécies. Uma das modificações inclui ampliar as condições de espécie “selvagens” e “prejudiciais” a cães e gatos abandonados, deixando-os em condições de “caça” e “captura”.
O documento diz que espécies consideradas “selvagens e/ou prejudiciais poderão ser caçadas ou capturados em qualquer época do ano, em todo o território nacional e sem limitações quanto ao número de peças ou exemplares”. A secretaria do Estado adicionou a essa lista espécies como a raposa cinzenta, o cão e o gato selvagens.
O documento já conta com a assinatura do ministro Galilea e do ministro da Defesa, Andrés Allamand, para entrar em vigência espera apenas a assinatura do ministro da Economia Juan Andrés Fontaine.
A norma diz ainda que os animais “selvagens” são todos aqueles “que vivam em condição de um animal selvagem”, não particularmente aqueles que vivem em zonas rurais.
Segundo o jornal PrensAnimalista, esse é o ponto mais polêmico, pois abre a possibilidade de captura, caça e até extermínio, de cães e gatos abandonados, que não tenham tutor ou não estejam portando coleira.
O tratamento dado aos animais abandonados por parte das autoridades, sempre manteve os grupos ambientalista em alerta. Já houve momentos em que as autoridades municipais ordenaram a erradicação dos animais, alegando perigo para a sociedade. Estima-se que no Chile, há pelo menos 1 milhões e meio de cães abandonados.
A proposta inicial do SAG incorporava uma série de animais invertebrados na lista de protegidos, tais como, borboletas, aranhas, escorpiões e libélulas, cuja caça ou captura estariam proibidas em todo o território nacional. A ideia era deter a exploração dessas espécies, que há tempos vêm sendo dizimadas. A proposta não foi considerada pelo Ministério de Agricultura, que manteve a norma anterior de que quem captura essas espécies habitualmente deve inscrever-se no SAG.
A nova Lei de caça, que deve entrar em vigência ainda este ano, em seu artigo 5, manteve a autorização de caçar 36 espécies, incluindo ratos e cervos.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

IBOPE: 17,5 milhões de brasileiros são vegetarianos





Segundo pesquisa do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), 9% da população brasileira é vegetariana. A pesquisa foi realizada entre agosto de 2009 e julho de 2010 com 18.884 pessoas, comparando os hábitos de consumo de homens e mulheres. A pesquisa chega para comprovar o que os vegetarianos já sentem em seu dia a dia: o vegetarianismo vem crescendo muito no Brasil.

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