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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Eu e meus “ismos”

Muita gente tende a concordar que se afirmar em qualquer que seja o ismo, uma conduta ruim, pois está se restringindo a varias possibilidades e reduzindo o seu campo de movimentação. Eu sinto exatamente o contrário, sinto que a cada ismo o meu conhecimento se tornou aos poucos cada vez mais erudito, no sentido real da palavra.

Foi durante a minha pré-adolescencia que entrei para o mundo do rock’n’roll e, ao contrário da maioria dos grupos de adolescente (Papalia, 2006), eu segui só. E minhas queridas amigas preferiram não restringir o seu gosto musical. E eu, ao contrario do pensamento compartilhado e pronunciado por ela, expandi muito mais a quantidade de bandas e de músicos, passei a buscar outras coisas que seguiam o meu gosto e tanto hoje quanto naquela época, conheço muito mais bandas que elas, pois além das que elas conhecem, que são a que todos conhecem, eu conheço as minhas. 

A minha segunda grande escolha, para outros, segunda grande restrição, foi o vegetarianismo, e isto na metade de minha adolescência. Depois deste, ir a uma lanchonete se tornou uma grande aventura, por que grande parte dos salgados tem carne, frango e/ou presunto. A partir dessa escolha e das dificuldades encontradas eu aprendi não apenas a cozinhar, mas também tive conhecimento de diversas plantas. Antes o meu almoço se resumia a arroz, feijão, tomate e um pedaço de algum músculo animal. Depois da minha decisão “extrema” todo dia meu almoço tem o acompanhamento diferente. Durante cerca de 17 anos, provei de quase tudo que um onívoro pode provar, agora provei muito mais.

A terceira que eu acho até que gera mais polemica que a segunda, foi o que eu mais gosto por sinal, o feminismo. Independentemente dessas palavras torna-se ou não parte de minha identidade, eu já defendia os conceitos descrito por ela, mas achava que se machismo é próprio do macho e feminismo é próprio da fêmea, etimologicamente falando, era uma oposição muito grande, um briga muito boba. Mas depois de começar a estudar Simone de Beauvoir, a figura mudou de lado. Senti-me bem, e a vontade de dar o nome para o que eu já era. Depois de me “filiar” ao feminismo e a minha independência de gênero, larguei de ser uma mulher machista, quero dizer, passei a respeitar meu gênero e me respeitar mesmo não sendo “uma mulher para casar” minha vida sexual e amorosa mudou muito e para melhor. Minha ver de ver o mundo dos gêneros se tornou muito mais interessante, aqueles termos moralistas que estavam impregnados em meu vocabulário continuam a sair. A mulher que “dava para todos” parou de ser uma vadia, se tornou uma pessoa livre. E até os termos vadia, piranha, periguete (...), só saem da minha boca para falar de minhas amigas.

Além dessas já ditas venho a mim como efeito teia a bissexualidade e o ateísmo. Esses “ismos” só abriram meu horizonte, estou muito satisfeito com a sensação que eles me proporcionam, embora enfrente muitas dificuldades, mesmo assim, me sinto muito bem com minhas decisões. Não deixei de ouvir musica, de me alimentar bem, de me relacionar intelectualmente ou sexualmente com homens. Faço tudo que sempre fiz, a diferença é que sinto que faço bem melhor. 
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PAPALIA, D. E.; OLDS, S, W.: O Desenvolvimento Humano, Editora Artmed, 2006.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Minha filha e o ensino religioso

Introdução do editor: Há algumas situações que ocorrem no Brasil que nos fazem questionar até que ponto nosso Estado está realmente separado da religião, no caso, da religião cristã. Um tema pelo qual eu, particularmente, tenho grande preocupação é oensino religioso em escolas públicas, principalmente quando este é utilizado unica e exclusivamente para o proselitismo de uma determinada denominação, geralmente a Católica, contando inclusive com a anuência e o estímulo do poder público.

Entram no caldo absurdo não só a atuação dos professores, mas também os materiais didáticos utilizados, que em conjunto podem levar à doutrinação compulsória de crianças, ao desenvolvimento de ideias preconceituosas e, até mesmo, ameaçar a liberdade de crença (e de descrença).

O texto abaixo, enviado pelo leitor Reginaldo Medina, ilustra esse tipo de situação com um relato bem pessoal, que pode ser mais comum do que pensamos.

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Este é o primeiro ano de minha filha na escola e faz dois anos que ela espera com muita ansiedade deixar o parquinho para finalmente seguir os passos do irmão numa escola de “verdade”, como ela entende.

Minha menina tem seis anos e desde os quatro é alfabetizada, tanto que hoje assiste a filmes legendados. Finalmente em fevereiro deste ano ela realizou com muito entusiasmo o desejo de vestir o novo uniforme e sentar numa carteira escolar.

Eu já imaginava que tanta expectativa iria acabar um pouco por frustrá-la. Por isso conversei algumas vezes avisando que era melhor ter calma, pois o começo é sempre devagar. O que me espantou foi que em apenas duas semanas ela, além de desanimar, nem mais queria ir à escola. Foi uma mudança radical.

Crianças mudam mesmo de ânimo facilmente, por isso que é uma tarefa muito difícil para o EDUCADOR manter o interesse dos alunos. Por outro lado é frustrante para os pais em uma reunião com a professora perceberem que ela nem ao menos se expressa em um português adequado a uma alfabetizadora. Meus dois filhos estudam em escola pública, ela numa municipal e meu filho de onze numa estadual. Fui a reuniões com algumas professoras, em várias dessas ocasiões tive a decepção de observar o quanto se expressavam com inadequações de concordância ou vocabulário. Isso é assustador e fica claro que é vital ajudar na educação escolar dos filhos. Interessante que o material didático é bom, muitos vindos de escolas particulares famosas. O que leva a crer que os problemas são, principalmente, de recursos humanos.

De fato, minha filha desanimou e andou dificultando para ir à escola, mas a classe está tão lenta que ainda não saíram do básico de alfabetização. O mesmo não se dá quando o assunto é religião.

Desde o início das aulas, ao eu questionar o que ela aprendeu no dia, vinha com algum conto da bíblia. Não somente isso, mas também desenhos bíblicos, vídeos bíblicos, joguinhos bíblicos e, claro, oração na classe todo santo dia. Se fosse para ser catecismo ou escola dominical, certamente os trabalhos estariam andando que é uma beleza, mas ensino secular mesmo é uma tristeza. Pelo visto é mais fácil fazer proselitismo religioso do que dar as bases do ensino secular e do futuro bem estar social para uma criança.

Isso me pareceu receita para se fazer analfabetos funcionais e também explicaria muito do Brasil atual.

Resolvi que era melhor primeiro telefonar na Secretaria de Educação aqui em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo. Perguntei se eles tinham a grade de matérias para a primeira série. Após gentilmente procurarem e não encontrarem, perguntaram-me qual era meu interesse e expus a situação que aqui relatei. Expliquei que eu e minha esposa somos ateus e queremos uma educação laica a nossos filhos enquanto crianças. Tentaram desconversar sobre a laicidade da escola pública, orientando-me a conversar com a professora, sem, no entanto, quererem se envolver.

Não adianta, embora seja responsabilidade da Secretaria de Educação ver o que esta ocorrendo em suas escolas, ela se omite ao encarar a religião. É possível afinal que a funcionária possa ser até da mesma congregação da professora. Em cidades pequenas a separação entre igreja e estado é praticamente inexistente. Por isso mesmo não fui falar com a professora e correr o risco de trazer um estigma a minha filha por ter pais ateus. É um risco alto demais para correr, não quero ver minha filha sofrendo bullying por conta da descrença dos pais.

Resolvi então preparar meus filhos para entenderem melhor o mundo cristão em que vivem. Em cidade pequena é bom ter certa cautela com esse tema. Explico aos meus filhos como religiosos são sensíveis ao tocar em suas crenças e como isso pode ser perigoso. De certa forma em ambiente tão religioso como o daqui, é bom viver com os cuidados de um herege na idade média.

Tenho então tenho lido um pouco da bíblia aos meus filhos explicando o pensamento judaico-cristão e as bases de algumas crenças. Acabou sendo interessante apresentar os contos da Bíblia sem o peso do dogma religioso e abrindo espaço para as opiniões deles.

Deus não sobrevive ao olhar critico e sincero das crianças, basta elas estarem livres para perguntar.

Numa coisa agora concordo com os religiosos: A bíblia pode ser boa para as crianças.

Fonte: Bule Voador

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sim, sou feminista!

Esse texto da Ateia de Bom Humor descreve muito bem o que eu já senti. Por muito tempo não me afirmei como feminista por muitos dos motivos descritos abaixo e, também por um questão da etimologia da palavra. Mas minha conciência pós-beauver me fez ver o feminismo como mais que uma questão de tentar ser um homem mas poder ser o que quiser (inclusive um dona de casa). Outra coisa bem relatado, é o fato de total incoerencia de alguns ateus e ateias que justificam o comportamento feminino da mesma forma que muito conservadores.


Tem coisas que nos parecem tão óbvias que dispensariam comentários, mas de vez em quando percebo que para outras pessoas não é tão óbvio assim. Por isso resolvi abordar o assunto, para não haver dúvidas.

É comum que mulheres independentes tenham medo de se manifestar publicamente sobre o assunto, porque a palavra feminismo no Brasil me parece bastante mal compreendida. E a imagem que se tem de uma mulher feminista é extremamente distorcida.

Historicamente falando, as conquistas das mulheres por igualdade é muito recente. O direito de voto (Sufrágio Feminino – Wikipédia) foi conquistado pela primeira vez em 1893, na Nova Zelândia, ou seja há menos de 120 anos. No Brasil só foi efetivamente conquistado em 1932, menos de 80 anos atrás. Até 1962 (menos de 50 anos), pela lei brasileira, uma mulher casada só podia trabalhar fora com a autorização por escrito do marido. Só em 1988 (há 23 anos) é que o homem deixou de ser considerado o “cabeça do casal” (ver esse link para mais detalhes). Lembro muito bem do tempo em que uma mulher precisava da autorização do pai dos seus filhos para poder viajar com eles, mas o inverso não era necessário (sic!).

Estou apontando estes fatos para rebater um argumento frequente, o de que hoje as mulheres não podem mais se queixar de “desigualdade”. Não é bem assim. Um condicionamento milenar não acaba em uma ou duas gerações. A mentalidade ainda permanece, tanto entre os homens como entre as próprias mulheres.

Uma pergunta comum é porque há poucas mulheres no ateismo, por exemplo. Uma das explicações é que socialmente ainda é mal visto quando uma mulher bate pé por suas opiniões e posicionamentos. Espera-se que a mulher ceda, seja diplomática, não confronte. Ser afirmativa e sustentar as suas opiniões é considerado “não-feminino” muitas vezes, até mesmo em ambientes ateistas.

Ser tachada de feminista no Brasil muitas vezes equivale a ser vista como pouco feminina, raivosa, uma mulher que odeia homens, etc. Por isso acredito que muitas mulheres independentes financeiramente não se assumem como tais.

Falando de mim mesma, eu não odeio homens, muito pelo contrário. Sou casada há muito tempo e acho muito bom. E conheço vários homens que não são machistas. O feminismo não é uma guerra contra os homens; na verdade muitas vezes beneficia os homens, tirando deles algumas cargas. Por exemplo, meu marido se aposentou, e todos sabem que o valor das aposentadorias vai diminuindo gradativamente. Nos antigos moldes, ele teria que continuar trabalhando para manter a renda familiar num certo patamar. No nosso caso, eu continuei trabalhando com aulas particulares de inglês e sueco, complementando assim a nossa renda; em troca ele assumiu a cozinha, até porque os meus horários dificultam que eu cuide dessa parte. Querendo saber mais sobre nós, leiam este post.

Para mim, feminismo é isso, uma relação em pé de igualdade em que há respeito e admiração de ambas as partes. Suponho que alguns/algumas vão discordar de mim, mas é assim que eu vejo a questão.


sábado, 6 de agosto de 2011

A Regra de Ouro

Os cristãos(salvo exceções), tão cheios de si em sua fé e vazios em conteúdo, acham que Jesus criou mais coisas que os chineses. Ledo engano, caros. A Regra de Ouro está presente em muitas religiões. Isso dá uma pequena prova de que moral e ética não são produtos cristãos, mas do entendimento entre os próprios seres humanos dentro de seus grupos.

Regras de Ouro das Religiões

Cristianismo:
- “O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.”
Lucas 6:31

Budismo:
- “Não firas os outros de um modo que não gostarias de ser ferido.”
Udanda-Varqa 5:18

- “De cinco maneiras um verdadeiro líder deve tratar seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo tão fiel quanto à sua própria palavra.”

Zoroastrismo:
- “Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é bom para ela própria.”
Dadistan-i Dinik 94:5

Judaísmo:
- “O que te é odioso, não faças ao teu semelhante. Esta é toda a Lei, o resto é comentário.”
Talmude, Shabbat 31ª

Hinduísmo:
- “Esta é a soma de toda a verdadeira virtude: trate os outros tal como gostarias que eles te tratassem. Não faças ao teu próximo o que não gostarias que ele depois fizesse a ti.”
Mahabharata

Islamismo:
- “Nenhum de vós é um crente até que deseje a seu irmão aquilo que deseja para si mesmo.”
Sunnah

Taoísmo:
- O homem superior “deve apiedar-se das tendências malignas dos outros; olhar os ganhos deles como se fossem seus próprios, e suas perdas do mesmo modo.”
Thai-Shang

Confucionismo:
- “Eis por certo a máxima da bondade: Não faças aos outros o que não queres que façam a ti.”
Analectos XV,23

Fé Bahá’í:
- “Não desejar para os outros o que não deseja para si próprio, nem prometer aquilo que não pode cumprir.”
Gleenings

Sikhismo:
- “Julga aos outros como a ti mesmo julgas. Então participarás do Céu.”

Jainismo:
- “Na felicidade e na infelicidade, na alegria e na dor, precisamos olhar todas as criaturas assim como olhamos a nós mesmos.”

Fonte: Humor Ateu

Pena a maioria dos seguidores da maioria das religiões citadas não seguir sua própri regra dourada.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O que prova a autoridade da Bíblia a não ser ela mesma? 10 razões porque você não deve acreditar na Bíblia?

1 - Contradições: Uma contradição é o que acontece quando duas ou mais afirmações são incompatíveis. A Bíblia está repleta de contradições e elas começam logo no primeiro capítulo de Gênese onde encontramos duas histórias sobre a criação que contradizem uma a outra, tanto na ordem dos acontecimentos como na maneira como as coisas são criadas. 

2 - Duplicatas: Semelhante a contradição, porém mais sutis. Trata-se da repetição de uma mesma história na qual os personagens ou a ênfase são diferentes. Exemplos de versões conflitantes incluem os dois grupos de mandamentos, os três patriarcas prostituindo suas esposas e o censo dos Israelitas feito por Davi. De fato, é difícil encontrar uma única história da Bíblia que não venha em diferentes versões. Tais narrativas duplicadas e levemente diferentes colocam em dúvida a autenticidade das histórias assim como sua origem. 

3 - Exageros: Parece que os autores da Bíblia não se satisfazem em contar uma história. O exagero chega a ser lugar comum e não raro toca o absurdo. Por exemplo, ao descrever uma enchente, é dito que ela foi tão grande que o topo da mais alta montanha ficou submerso. Enquanto uma inundação pode ser geologicamente identificada, não existe qualquer razão para uma pessoa sensata acreditar em algo de tão grande escala. 

4 - Ciência: A Bíblia vai na contramão de praticamente todos os ramos da ciência. Ela afirma que os humanos e outros animais foram criados da maneira como são hoje. A Biologia ensina que evoluímos no percorrer de milhões de anos. A Bíblia afirma que a terra tem apenas alguns milhares de anos. A geologia demonstra que temos mais de bilhões de anos nas costas. Arqueologia e Antropologia por fim, riscam e corrigem uma a uma as narrativas bíblicas como a Arca de Noé e o Colapso de Jericó. 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"O Estado não irá tolerar que a igreja mande na sociedade"

O Brasil deveria se atentar à isso

Foi recentemente publicado o relatório Cloyne, que descreve o padrão de abuso infantil e a resistência da igreja católica em corrigir esses problemas na Irlanda.

Um parte importante do relatório é que um dos argumentos de defesa da igreja é que os casos de pedofilia eram antigos, e produto da sociedade libertina dos anos 60 e dos anos 70. No entanto, no relatório os registos de casos estendem-se até aos anos 90.

As criticas no relatório vão desde o Vaticano até às dioceses locais, e acusa esta instituição de não reportar às autoridades casos de abuso, mantendo as vitimas, queixas e registos sob a alçada da igreja, permitindo assim que os abusos continuassem.

O Vaticano, repetidamente, avisou as dioceses locais que “relatar os casos as autoridades seculares era proibido por desrespeitar a lei canónica.” Felizmente, a maré continua a mudar. O Primeiro-ministro da Irlanda, Enda Kenny saiu a terreiro para criticar a igreja.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Primeira campanha ateísta do Brasil, em Porto Alegre!


Até que enfim! A campanha ateísta finalmente chegou aqui no Brasil, mais precisamente na região mais primeiro mundo do nosso país de terceiro mundo. No dia 5 de julho de 2011, a ATEA conseguiu veicular uma campanha de outdoors na cidade de Porto Alegre.

A campanha da ATEA é derivada de uma tentativa frustrada de colocar banners nos ônibus de várias capitais do país. Empresas de outdoors têm mais culhões que as empresas de banners nos ônibus pelo jeito.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Hollywood produz o primeiro filme abertamente pró-ateísmo

Introdução: É interessante ver um filme colocando um ateu como o mocinho da história. Eu diria, aliás, que é quase uma quebra de paradigma! Há alguns outros filmes interessantes sobre o tema, mas que o fazem de uma maneira mais cômica (e não menos crítica por isso).

A Vida de Brian” é um épico do grupo de comediantes ingleses, Monty Python. Nele, um messias surge de uma maneira inusitada e o absurdo da história faz você refletir sobre a versão “real” bíblica da coisa.

A Invenção da Mentira” é outra comédia que esculacha de forma escancarada a religião. Basicamente, as pessoas vivem num mundo onde todos só conseguem pensar, praticar e dizer verdades. Mas um dia, uma pessoa descobre que é possível mentir… melhor para de falar por aqui antes que eu estrague a sessão pipoca de alguém.
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Em pé, no parapeito de um edifício, enquanto um policial tenta acalmá-lo, um homem precisa fazer uma decisão que mudará – ou dará fim – a sua vida e a de outra pessoa. Ele não sabe se deve pular, pois não é um suicida. Porém, está fazendo isso para salvar a vida de sua amante. Essa é a cena central do longa-metragem “The Ledge” [O Parapeito], suspense feito por uma produtora pequena que estreou esta semana nos EUA. É definido como “uma história de amor, religião e vingança”, pois coloca como vilão um marido cristão violento contra o mocinho ateu, que se envolveu com sua mulher.

Escrito e dirigido por Matthew Chapman, um ateu militante, The Ledge é a primeira tentativa de Hollywood em criar um herói abertamente ateu em uma história sobre conflito religioso. Curiosamente, Chapman é bisneto de Charles Darwin e já escreveu livros sobre o conflito entre religião e ciência. “O objetivo do filme é ajudar a criar uma imagem mais positiva para o ateísmo”, que para Chapman, “é muitas vezes incompreendido e difamado”. As pesquisas mostram que os americanos estão aceitando cada vez mais os gays e as lésbicas. Filmes como “O Segredo de Brokeback Mountain” ‘[2005], são apontados como parte importante dessa tendência. Chapman quer que os ateus aprendam com isso. “O movimento gay tem um trabalho consistente para apelar às emoções do grande público”, diz ele. “Os ateus ainda não sabem fazer isso.”

“Minha esperança era gerar um apelo emocional”, diz. Ele espera que seu filme seja uma espécie de “Brokeback Mountain” para não religiosos. Indicado para o prêmio de melhor drama no 2011 Festival de Sundance , “The Ledge” tem no elenco estrelas como Terrence Howard, Liv Tyler, Charlie Hunnam e Patrick Wilson. A grande questão em torno do filme é que tipo de reação o público americano terá ao sair de casa para ver uma propaganda do ateísmo de quase duas horas.

Pesquisas de opinião mostram que o número de americanos “sem religião” tem mostrado um rápido crescimento, mas apenas uma pequena minoria se identifica como ateus. Uma pesquisa recente do Instituto Pew revela que 61% dos americanos dizem ser menos propensos a apoiar um candidato a presidente que não acredita em Deus, comparado a 33% que disseram que ser menos propensos a apoiar um candidato gay. Chapman enfatiza: “Para mim, há algo muito mais terrível no ato de votar em alguém que aceita as coisas pela fé, sem ter qualquer prova.”

Não é surpresa que um filme com um herói ateu e um vilão cristão já está atraindo críticas. Bill Donohue, presidente da Liga Católica Conservadora, emitiu uma declaração esta semana, falando claramente sobre o filme. “As pessoas de fé, especialmente os católicos, estão acostumadas a serem ofendidas por Hollywood, mas não estão acostumadas a ver filmes que promovem o ateísmo”, escreveu ele.

Chapman respondeu, “Eu não fiz o filme para ateus, mas para as pessoas que questionam o que realmente significa ser ateu”. S. Brent Plate , professor de estudos religiosos do Hamilton College, desafia a noção que cristianismo e ateísmo são forças opostas. “Estou interessado em ver como a religiosidade do ateísmo é retratada. É muito triste que a nossa conversa sobre certos tópicos muitas vezes esteja reduzida (a insultos)”, explicou ele, que ainda não viu o filme. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil, mas já existem trailers na internet.

sábado, 9 de julho de 2011

Você sabe quantos deuses têm a história parecida com a de Jesus?

As semelhanças dogmáticas com as religiões de mistério provariam que o cristianismo não é o resultado de uma revelação divina, mas o produto de um sincretismo religioso.


A teoria do "Mito de Cristo" afirma que houve grande influência das religiões dos povos com as quais os judeus conviviam, ou seja, egípcios, persas, gregos e romanos.

  • Tamuz:
Deus da Suméria e Fenícia, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Os Quatro Cavaleiros do Ateísmo - 2008

SINOPSE

Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris e Christopher Hitchens – Juntos sem moderação, os quatro gigantes do Ateísmo e do Pensamento Livre conversam sobre Ciências, Deus e Religião. Todos os quatro autores têm recebido recentemente uma grande atenção da mídia sobre seus escritos. Nessa conversa eles contam histórias sobre a reação do público aos seus livros, os sucessos inesperados, críticas e deturpações comuns. São discutidas questões pertinentes sobre as religiões da atualidade e novas idéias para o futuro.




DADOS DO ARQUIVO
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 120 min.
Qualidade: DVDRip (AVI)
Tamanho: 844 MB
Servidor: Fileserve

LINKS
Parte única
Legenda

quarta-feira, 13 de abril de 2011

@LigaHumanista Secular do Brasil lança sede virtual no dia do jovem (13/04)








Cerca de um ano e meio após a ideia da LiHS ter surgido e um ano e dois meses após sua fundação, temos o orgulho de anunciar que abriremos nossa sede virtual, nosso doce lar como associação. O endereço escolhido é
Simples e fácil de lembrar. Este tempo foi necessário: antes de receber visitas, arrumamos a casa. E o Bule Voador, nossa “fachada”, está prestes a atingir 70 mil visitas mensais: tivemos uma casa grande para arrumar, portanto.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pense...

O que pensar de homofóbicos que se dizem ATEUS e ao mesmo tempo fundamentam (sem perceber, eu acho) o seu "posicionamento político" na moral cristã? Será esse mais um paradoxo da juventude? Será que indicar a leitura de algumas obras de Nietzsche, para uma melhor compreensão da moral cristã adiantaria? Ou a leitura da bíblia, quem sabe. O que pensar? o que fazer? o que, meus caros?

Nada contra os homofóbicos. Penso que, como seres gregários que somos, membros dessa sociedade que preza tanto pela democracia (ou ensaio do que será a humanidade, como já dizia o saudoso Milton Santos), temos sim o direito de emitir juízos sobre o que quer que seja ( isso é liberdade de expressão), lembrando, é claro, que o RESPEITO deve nortear ás nossas ações para com o outro (principalmente para com o desconhecido que nos ronda e por vezes nos assombra). Enfim, podemos e devemos manisfestar nossa opinião acerca dos variados temas que nos cercam, inclusive temas que dizem respeito ás escolhas dos outros. Não gosta disso? Tem nojo daquilo? Não gosta do jeito de fulano? Não foi com a cara de fulana? ÓTIMO! O mundo seria uma grande merda se todos nós fôssemos totalmente iguais. O que devemos tentar amenizar é a imbecilidade que muitas vezes fazemos questão de nos tornarmos refém. Se quer se posicionar, posicione-se! mas lembre-se de que isso implica uma prática cotidiana que deve ter coerência com as suas idéias.

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