sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pão e Circo

Derruba-me quantas vezes quiser

Mas sempre ficarei de pé

Basta afogar minhas magoas

Em qualquer canto de uma praça

Engula essas falsas palavras

E se envenene com elas

Apenas eu tenho permissão de me matar

Agora já era

A sandália da cinderela

Voou pela janela

Eu não quero de verdade

Essa sua falsa amizade

Você se tornou uma piada

Que já perdeu a graça

E não me venha com essa farsa

Das suas indecisões já estou farta

Mais estou bem melhor agora

Com essa face maquiavélica da verdade

Dos que intensos mergulhos em falsidade.

Em Fim




Eu sou o meio da metade do fim

Perseguindo os passos de quem me roubou de mim

No circulo final do inicio da ciclovia

Me embriagado de mentiras todo dia

Fugindo das castas e crenças da indiferença

Tantos rostos, corpos e pensamentos.

Copiando velhos escritos em meu próprio novo testamento.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Queimem Cortez


Venha e seja bem-vindo

Venha, chegue destruindo.

Nos dizimando, nos destroçando

Acabe com mulheres e filhos.


Fomos destruídos pelos civilizados

E a sua religião tão correta

Foram de desculpa na boca de tantos assassinos

Civilizados sem piedade.


Roubaram nosso ouro, nossas casas.

Deixaram as doenças, e suas indiferenças.

Envenenaram-nos com sua ganância

Com seu egoísmo e suas intolerância.



500 anos e nossa sociedade ainda cai

E eles querem ainda mais

O velho mundo parece nunca se contentar

Até tudo nesse mundo exterminar.


Apelidam-se de turistas

Não se contentam em ver apenas na TV

A miséria que causaram

Em nome de minérios e propriedade

Destruíram milhares de sociedades.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Espelho meu


Ajoelhei e supliquei

-Não me condene mais.

Ele fingiu que não ouviu.

Eu levantei, foi difícil, mas gritei:

-Espelho, você não me tortura mais. Se você ta feliz ou não. Pra me tanto faz!


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Manhã de Domingo


(Binha Meira & Brenda Luara)

Vejo nessa cultura
Algo tão corrosivo
Sorrindo durante o almoço
Devora seus próprios amigos.

Aqueles que são de grande importância
Mas a me não fazem bem nem mal
Daqueles lábios escorrem o sangue
De um pobre animal.

Eu insisto que não é preciso
Eles atacam: - É necessário!
Se trancam em seu abrigo
Pois sabem que estão errados.

Após abrir meus olhos
Sentia raiva dessa gente
Agora tenho pena
Que por um luxo sem importância
Destroem aos poucos
Seu próprio Ambiente.

 

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mulher de Mesa

Na cama sempre quando quiser
útil só na mesa

Achar que tem voz

não tem com certeza


Sou mulher

Objeto de cama&mesa


De beiras de asfaltos

À santa Tereza

Imagem, enfeite,

superfície pureza


Sou mulher

De cama&mesa


Eu não aceito

mais tenho que ser

Tenho que ser meiga

pra um marido me querer


Não devo pensar

Ou discordar

Mas não consigo aceitar


Um objeto de cama&mesa.
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