sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Misfits anuncia três shows no Brasil

Banda punk se apresenta no Abril Pro Rock e Virada Cultural em abril


Foto: Divulgação
O grupo de punk rock Misfits, conhecido pelas canções com temática de horror, como zumbis e alienígenas, anunciou em seu site oficial três shows no Brasil em abril. O primeiro acontece no dia 15, em Recife, durante o festival Abril Pro Rock, logo seguido por uma apresentação na Virada Cultural de São Paulo, em 16 do mesmo mês. O local da terceira apresentação, marcada para dia 17, permanece indefinido.
Fundado em 1977, o grupo contou com a liderança do vocalista Glenn Danzig em seus primeiros seis anos de existência, período em que o músico assina quase todas as composições da banda, marcado por clássicos como "Astro Zombies", "Last Caress" e "Attitude" - as duas últimas foram regravadas por artistas como Metallica e Guns N' Roses, respectivamente.
Com a saída de Danzig, em 1983, teve início uma série de disputas judiciais pelo direito de utilizar o nome Misfits, reivindicado por seu outro fundador, o baixista Jerry Only. Assim que a briga acabou, Jerry reformulou a banda e lançou em 1995 o álbum "American Nightmare", com uma nova formação que durou até 2000.
A partir daí o próprio baixista assumiu os vocais e transformou o Misfits num trio, com Dez Cadena, do Black Flag, na bateria, e Marky Ramone, dos Ramones, na bateria - posteriormente substituído por Robo, que já havia tocado na banda em seus primórdios.
O último trabalho em estúdio do grupo é o álbum de covers "Project 1950", de 2003, que conta com clássicos do rock como "Diana", de Paul Anka, e "Great Balls of Fire", de Jerry Lee Lewis, em versões punk.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Teoria das Janelas Partidas

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social.   Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor.
Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.
Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipa de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas.   Perdeu as jantes, o motor, os espelhos, o rádio, etc.
Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda).
Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.
O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.
Porquê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?
Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo.
Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de actos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores.
Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais.
Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves.
Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças,  o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partida foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metro de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade.
Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens.
Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metro um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, mayor de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metro, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.
A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana.
O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão 'Tolerância Zero' soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança.
Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de facto, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.
Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Perante a quantidade de mentiras e explicações medíocres dadas por alguns dos nossos  Governantes, directores de instituições educativas, chefes e líderes comunitários sobre este assunto, é bom voltar a ler esta teoria e em seguida difundi-la.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"MATERIAL RECICLADO-COLETÂNEA PUNK ROCK HARDCORE"


O Tosco Todo-Selo de Divulgação acaba de lançar para download free a coletânea "MATERIAL RECICLADO-COLETÂNEA PUNK ROCK HARDCORE"com as bandas Horda Punk (SC), Cama de Jornal (BA), Repúdio C.G. (MS) e a banda feminina Blas Fêmia (BA).

São 30 sons do mais puro punk hc!!!

E em breve o selo estará lançando o mesmo material em CD com encarte colorido impresso em gráfica e CD pintado.
Por enquanto é isso...baixe o arquivo, conheça as bandas e curta a tosqueira!!!



O link para o download já está disponivel: http://www.megaupload.com/?d=8IJE8EFN

Nem, Tosco Todo - Selo de Divulgação


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Arranhão

Na foto: @priizocaa
Este Fanzine é uma produção independente, sem fins lucrativos, produzido com o intuito de divulgar e abrir discussões acerca da cena Underground Conquistense e outros temas. Qualquer pessoa pode pulicar seu texto, punk ou não. Normalmente é distribuído durante show de rock na cidade. Os criadores e editores são Elís Saraiva e Hergon Henrique.

Nesta primeira edição (16 de novembro de 2008), trata de temas como a influencia do imperialismo, e o Dia da Consciência Negra.

Este é o email para sugestões, criticas, comentários textos e elogios: oarranhao@gmail.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...