sábado, 17 de julho de 2010

Sonhos que não são seus

Horas no chuveiro
Trancada no espelho
Se uma mancha aparecer
Ela não sabe o que fazer



Quando vai comprar biquíni
Só quer tamanho mini
Eu não sei o que dizer:
- Isso não cabe em você.

Nas capas da revista
Mulheres tão bonitas
Alguém diga o que fazer
Se ela quer ser você

As mulheres da novela
Todas são tão belas
Quando vai crescer?
Você nasceu pra ser você.
A mesma moda em todo canto
Ela não sabe usar tamancos
Altos como os sonhos
De emagrecer

Você é bem melhor
Que os artistas da TV
Eu gosto de você
Quando você vai ver?
As mulheres das novelas
Não se sabe nada delas
Como saber
Elas mentem pra viver

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Garotas rebeladas


Lembrei-me esta semana que, há dois anos conheci um conjunto de ideais e atitudes que mudaram, sem dúvida alguma, a minha vida: O RioT GrrrL.
Pois é, aos 14 anos conheci a banda – ABORTO ELÉTRICO – que (através de um longo caminho) me levou a paixão pela “filosofia” punk. E, durante dois anos de busca e aprendizagem EU MESMA (não estaria sendo sincera se dissesse a sociedade) ainda me prendia a moralidades impostas sem qualquer argumento útil e que não me levavam a direção alguma, até ser “salva” pelo RioT GrrrL.
Movimento surgido nos anos 90, dentro da contracultura punk, o que carrega em sua trajetória o mérito por ser, possivelmente, o único movimento musical em busca da independência de gênero. Bandas como o Bikini Kill, Babes In Toyland e, no Brasil, Bulimia gritavam, não apenas em nome de defesa, mas também de ataque e, não só contra homens, também em contra-ataque às próprias que mulheres, que, em sua maioria, são mais tradicionalista (em um sentido pejorativo) e machista que muitos homens.Foi o prato de comida perfeito pra quem há anos passou fome (esta é melhor forma que eu consigo descrever).
“Mulheres são boazinhas e ingênuas por natureza. E que, mulher pra entrar no mundo da musical tem que dá pra algum cara que tenha banda. Ou, a nossa revolta refere-se apenas a falta de homem”, entre outros comentários sem fundamentos que rodavam na época, e ainda, estão presentes em todos os cantos até os dias de hoje foram dizimados por aquelas mulheres e muitas outras que acreditavam junto com elas que lavar pratos é profissão e não nunca condição.
Pesquisem vocês também (homem ou mulher) sobre o movimento, quem sabe seja tão bom pra vocês quanto foi/é pra mim.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Napoleão, o Covarde

Então me desculpe se não te agrado

Se não aceito teu pensamento falho

Se eu não sigo suas doutrinas

Se não obedeço como uma piranha de esquina.

Finja que você não sabe nada

Minta pra si, pra todos

Que minhas palavras são erradas

Não são honradas.


Eu não aceito seu padrão

Suas ordens de patrão

Fuja da verdade

Que você é um covarde.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Não sei se é o que me completa que não me agrada

Ou se o que me agrada não me completa

parece sempre faltar algo

Nesta sede que me cerca.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ultima estação

Eu prometi

que iria resistir

Mas como já se vê

Eu não consegui


Construí o meu castelo

Bem longe de você

Bem triste sem você

Para não caber você


E volta você

com seus poderes

Nunca me enganar

Mas me enfeitiçar



Seus poderes de menino

e suas aventuras

De me você vai ter sempre o quiser

Pois eu sei que o que eu quero,

Você não quer.
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